quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Reexistência

Reexistência
Percorro - Corro
Planaltos Existenciais
Sem Acolhimento
Tropicando nas Pedras
Que Gritam
Sussurros Inaudíveis aos Ouvidos Surdos
Corro - Devoro
Absorvo Sussurros
Distante dos Olhares
Da Fúria dos Rasgos
Encobertam Axiomas
Tropeçar Agora
É Constante
Esquecimento Tênue
Dos Primórdios
Da Reexistência
Das Planícies Ocas - Vazias
Sem Sorrisos
Desencantos nos Cantos
Da Boca de Pedras Soltas...

terça-feira, 29 de novembro de 2016

"I've felt the coldness of my winter"

"I've felt the coldness of my winter"

Antemanhã Gélida
Vendaval Solidão
Dura - Plana
Nua
A Bebida Barata Aquece
Envelhecidas Lembranças

Frio Contornando
Rios Internos
Eterno Inverno - Inferno
Enclausurado Devaneio
A Espera
Do Degelo
Que Sempre
Nunca Vem - Virá...

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Poesia Holográfica

Poesia Holográfica
Onde está?
A Imagem
Suspensa no Ar
Onde está?
O Sorriso
Que revela
Sons Holográficos
Fotografias
Atmosferas - Antigas
Dos Passados
Anos - Precisados
Sem saber
Que Era Bom
Lembrança Holográfica & Ingrata
Nas Suaves Fotos
Que não Tirei... 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Descolonize a Poesia


Descolonize sua Poesia 
Sua AÇÁO
Dissolva o Mundo - As Letras
O Tempo
As Densidades...
As Coisas
Os Vestígios
Angústias
Tecidos
Laços
Devore os Livros Táteis - junto a bebidas fortes - fumaças. Salve alguns corrosivos pensamentos e antecipe finais. Só a fumaça vive - vibra - escapa - vira cinzas junto às linhas. Só a lástima queima os contornos da face, dos lábios - as palavras foscas saltam impressas nas membranas e mucosas corporais... Resta um alento que separa os Livros da Caminhada, da Colagem, da Intervenção - do Conteúdo Silencioso de nossos Olhares... Cansados.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Poesia Indolente

Poesia Indolente

Mais Palavras

Não Meias Palavras

Escribas Esculpem Escritas

Todos

Os Tolos Devaneios

Fantasias Concretas

Fantásticas

Cegas

Eram

Clamores

Insolentes...

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Pedras Cáusticas

Caminho
Entre
Pedras Asfálticas - Cáusticas
Alamedas Iguais
Alas Cerebrais
Escafandro Pesado Demais
A Curva é Abismo
Angústia sem Asas
Vômito sufocado na Garganta
Eólica
Nada Novo
Nem Dentro
Nem Fora
Ao Redor
Em Mim.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Despedida Inodora

A Poesia
De que vos falo
É Inodora
Inaudível 
Inexequível
Não é aquela que conhecemos
Similar as Masmorras
Aos Venenos Líquidos
Das Bordas
Áureas
Sem Voz
Sem Graça
Sem Pausas
Carrego uma Folha
Árvore ou Papel
Um Copo
Um Poema
Tome!
Antes que Vá
Embora...

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Desatando Cores

Desatando Cores
Pintando Alucinações
Quadros
Nunca estão em Branco
Vazios - Utópicos
Aquarela e Luz
Arte Poética
Desatando
Amores
Cores
Riscos na Face
Expõe a Alma
Surge o Sonho
Em Pedaços Cristalinos
As Cores são Leais - As Telas
Restos das Letras, Linhas e Tintas...

domingo, 6 de novembro de 2016

Novelos

Na Viagem
Despertou Intenso
No Coração do Ser
Do Céu - Das Árvores
Rios - Barcos de Almas
Navegando na Mente
Fala Adeus
Aceno das Mãos Soltas
Na Leveza do Ser
São Dias Mágicos
Longe do Cais - Silêncios
Perto do Frio - Sussurros
Sono Abreviado
Nebuloso Novelo Pensamento
Vento Parte
A Fala Vai - O Poema Vai - Esvoaçante
Devagar - Retrô
Boteco Adentra - Cachaça de Alambique
Retina Turva
Pulsa Verdades
Abreviadas
Passando bem Longe...

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Reflexos

Um Dia Andei
Misturado ao Mato
Doce Fusão
Esvaecera Figura
Sonho Apócrifo
Reflexo no Olhar Vítreo
Não dá para Arrazoar - Mistura
Giro Vendaval Imóvel
Letras - Verdes - Nome
O mundo Vibra no Palco
Inquieto Está - Fumaça do Eu
Que Ofereci - Aos Outros
Imagem Despida de Todos
Fissuras do Eu em Você... 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Camaleão do Tempo

Tempo Presente - Ausente
Desumano Instante
Esqueço
Inúmeros Pensamentos - Memórias
Invisíveis
Anos transformados - transtornados
Em Vazios
Desaprendendo pela primeira vez
Esquecemos - Abraços, Beijos - Cheiros.
Permanecem o Calor - a Névoa - O Campo
Transformando Déspotas
Em Gente
Tempo cheio de Camaleões
Correntes
Quedas
Estradas
Assumem o Tempo

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Niilismo Transcendente

Alma Rebelde
Dorme
Sono Sagrado Transcendente
Vida Mirabolante
Impuro Ser
Vira Ser
Mágica Fantasia - Lúdica Essência
Transborda Delírios
Indelével Ser
Transcreve a Lúcida Letra Inexistente
Cerrando os Dentes - os Olhos.
Densa Névoa - Vento Frio
Paralelo - Clandestino
Euforia Passageira
Vulneráveis Escritas
Dilacerante Niilismo
De Si mesmo.

Poesia Indomada

Poesia Indomada
Silenciosa
Sem Frases
Pensamento e Desejo
Sem Palavras
Com Amor
Louca Solidão
Dor - Vazio - Insônia
Desesperançado Estou
Lágrimas Entornei
No Pensamento, na Face
Grandes Poções - Porções de Nada
Intenção e Disfarce
Poucas Verdades
Máscaras Indomáveis...

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Penduricários de Chuva

O anúncio de céu escuro
Denso vendaval
Procuro abrigo
Água cede o lugar - Cedo o Lugar
A Tempestade veio
Principia o Fim o Recomeço
Caudalosa Lama
Furioso Vento
Freneticamente
Agita sob e sobre tudo
Portas e telhados - Vento forte
Plantas nem tanto vulneráveis
Árvores, flores - Colorindo o chão.
O Aroma acalma
Continua a Ventar
Nuvens pesadas Resistem
Nem Sol nem Lua
Criaram Penduricários de Chuva
Cristais
De luz
Ilumina...

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Vendaval Indigente

Depois do vendaval
Veio sorrateiro
Uma solapada fascista
Rasgou o peito
Entrou dilacerando
Levou o que havia
Ficou o vazio
Vácuo da liberdade
Cataclismo inferior - interior
Indigente
Sem Poesia
Já passa de um dia...

domingo, 11 de setembro de 2016

Mutação Textual

Mutação - Transformação
Conduzindo Tempos
Despedindo Instantes
Desaprendendo Mudanças
Caminho...
Sob e Sobre
Os Elementos
Longos - Breves
Ser Elemental
Ar Imperfeito
Imagem
Ser Circular
Compaixão em Versos
Digo, Questiono, Sinto!
Pronto para Navegar
Translucida Película do Ser
A Caminho do Mato
Do Mar
Da Estrada - Da Pampa
Bússola Cardíaca
Minha - Sua
Guia... 

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Desencontros Escritos

Encontrar
A Vida
É Desencontro
Nem primeiro - Nem último
Não Encontrei
Não Preenchi
Na Busca - Na Estrada
A Saudade Espera
O Desejo Esperta
Distância Palpável
Pedaços
Escritos
Despedaçados...

domingo, 4 de setembro de 2016

Golpe!

Acordar
Imerso nas Trevas da Ditadura
Triste Susto
Rosto absorto - atordoado
Espelhos Quebrados
Garganta Grita
Golpistas transitam Livres
Nas Ruas - Invadindo nossos Jardins
Nossas Mentes - Nossas Mesas
Dilacerando Corações
Rasgam a Constituição Atiram nos Olhos
Algemas Plásticas - Hematomas pelo Corpo todo...
Golpe em toda Parte...
Parte para as Trincheiras
E Abraça o Combatente
Ao teu lado!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Fadiga

Cansado
De Andar
Do mundo
De assistir a matança
Caminho para o nada
Infinito Vazio
Ruínas - Chuva Ácida
De lágrimas - Desilusão das faces
Cacos de Sorrisos Esgotados
Falta o brilho - Falta o cintilar das letras
Das cores - Sou Preto e Branco
Cores Cansadas
No Apavoro Reflexo do Espelho
Sobretudo o Cansaço
Significado De todas - todos os Nadas
Inúteis, violentos, voláteis...
Eterna Fadiga
Esgota
Impossível dúvida Idealista
Finito ar - Mar
Possível - querer Ser
Existência profunda - estéril - febril
Cansaço...

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Transtorno dos Dias

LIBERDADE
Liberdade
ALCANÇAR
Cansa
VIAGEM
Não cansa
SUSPIRAR
De Amor
FANTASIA
Do êxtase
SONHO
Com a Liberdade
AUSÊNCIA
Dos Outros
ANDAR
Descalço
PRIMAVERAS
Verão
TRANSTORNO
Dos Dias
CÓDIGO
Aberto
A LIBERDADE
No Horizonte - Em VÃO
IGUALDADE - Sempre
ARGUMENTAR - Poemas
TENTAÇÃO - De Viver...

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Poema Para Sacos de Pães

Poema
Para sacos de pães
Papel jornal
Carrego amassado no bolso
Flácido
Descartável
Ataúde de migalhas
Demarcando caminhos
Fermentados
Garganta abaixo
Adentro
Restos Nas Bocas
Nos rostos - peito - coxas
Dentro
Ainda existe vida
Além de migalhas

Riscando Ruas ao Luar

Na Caminhada a Lua Encheu
Brilha Alguns Encantos 
Desencantos...
Bafo de Luz
Sigo Riscando Ruas 
Respirando Clarões na Multidão.

domingo, 14 de agosto de 2016

Sussurros...

Noite
Sem sonho
Não digo seu nome
Sussurros
Iniciais
Vida Irreal
Será?
Q - Foi só um sonho
Inseguro momento
De conversas mudas
Cheio de adjetivos
Inaudíveis
Ss
São Só
Sussurros...

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ratoeiras Existenciais

Devaneios Circulares
Ventos Granulares
Admirável velho mundo novo
Ratoeiras Existenciais
Cegando os olhos
Soco na costela
Dores flutuantes
Sombras alagando
O concreto
Caminho
Em Mentiras Movediças

sábado, 6 de agosto de 2016

Boca Tremula

Apagar
Das Letras
Teatro planejado
irromper
copos cheios - plenos - planos
transbordando
dramas
proposital - resvalado
do coração
- queesqueceuquemsoueu
- quemévocê?
sem ver
ouvir
tardes vespertinas
boca tremula
No chão...

domingo, 31 de julho de 2016

Novas Letras

Alvorecer
Das novas Letras
Recomeçando na dúvida
Da morna temperatura
Na ausência do riacho
Ouço o meio fio
Som rastejante
Sem vento
Sem mata ciliar - Só guia
Fumaça selvagem enchendo o ar - pulmões
Distante da Natureza
Olhos lacrimejantes
Outros fazem oração...
Transformar vias, Postes e muros
Em Poesia
Para o - Olhar admirar
Imponente toda essa gente
Manhã nova nasce insignificante
Para os Outros
Distantes Demais
Da Natureza anônima
Ausente das novas Letras. 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Punhal de Prata

Quando a Lua
Enfeita-se de Luz
Enche satisfeita
Ilumina a escuridão
Deito na relva
Fulgurante Poesia
Explicando
A Imensidão Espacial
Nuvens Ditosas
Astros Distribuindo Poesia
Transparência
De um Punhal de Prata


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Bulimia Solar

O Sol
Cega
Com precisão
Arde cedo
Todas as manhãs
Queima os Poros
Sangra Nariz
Ferve as Veias
Combustão adjacente
Cruza paredes - Ruas
Esfoliando faces
Sem areia
Raspando pensamentos
Costurando letras
Sem ritmo
Com Sol
Bulimia Solar
Bulimia Social 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Beijando Muros

Beijar
O Globo Ocular
As Pálpebras
Abraços inversos
Trepar...
Nos galhos da árvore
Da vida - das Bocas
do mundo
cair...
Escrever um Poema Mudo
Nos Muros
Na Língua
No Céu da Boca
Rompendo mesmices
Mergulhando
Na Terra Oca
Salivas respingando
Esquerda da Alma
Mimetismo nas pedras
Tempo esquecido
Saído de um poema
Bebendo Sempre
Líquidos invisíveis
Próximo
As Margens
Do Precipício...