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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Letras Soltas

Acolher-se em letras soltas

Formar novas palavras - historiar

Informar

Refugiar

Jogar acentos, vírgulas - sinais no espaço - ao acaso...

Versos e verbos congelados sopram a deriva

Derivados da tinta - do papel – do adágio

Caligrafia Sobrecarregada 

Risco de censura – de vida

Enfadonho pensamento vigente

Retrocesso - Intragável – Incerto

Permaneço flutuando, recolhendo coisas ousadas - fluviais.

Dentro d’água - ossadas biográficas...

A escrita atual é o risco flutuante

Imaterial 

Fluvial 

EY 2020.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Descolonize a Poesia


Descolonize sua Poesia 
Sua AÇÁO
Dissolva o Mundo - As Letras
O Tempo
As Densidades...
As Coisas
Os Vestígios
Angústias
Tecidos
Laços
Devore os Livros Táteis - junto a bebidas fortes - fumaças. Salve alguns corrosivos pensamentos e antecipe finais. Só a fumaça vive - vibra - escapa - vira cinzas junto às linhas. Só a lástima queima os contornos da face, dos lábios - as palavras foscas saltam impressas nas membranas e mucosas corporais... Resta um alento que separa os Livros da Caminhada, da Colagem, da Intervenção - do Conteúdo Silencioso de nossos Olhares... Cansados.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Camaleão do Tempo

Tempo Presente - Ausente
Desumano Instante
Esqueço
Inúmeros Pensamentos - Memórias
Invisíveis
Anos transformados - transtornados
Em Vazios
Desaprendendo pela primeira vez
Esquecemos - Abraços, Beijos - Cheiros.
Permanecem o Calor - a Névoa - O Campo
Transformando Déspotas
Em Gente
Tempo cheio de Camaleões
Correntes
Quedas
Estradas
Assumem o Tempo

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Intempéries dos Dias

Sol, Vento e chuva resistem.
Expandem pensamentos
Imperativa Intempérie Dos Dias
Vento forte persistente
Capina Raízes
O Tempo - as pedras
Nos seus labirintos Ares
Desgastam o Tempo Bruto percorrido
A semente rasga a pedra bruta
A vida cíclica e sua dureza frágil
Plena – plana - pouco simples
Retorna
Ao estagio Original
Nem tão pouco Ocidental
Pedra Bruta
Desaforada Intempérie... 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Presença

Das Missivas
A presença,
desperta
paisagens -  coloridas
melodia dos raios de sol
sintonia fora do olhar
Das letras inacabadas
Sem rima
A presença - passa
Nesse instante 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Limites da Consciência Cósmica

A confiança é limitada – a dúvida perene
Torna-se - lágrimas que jamais merecemos
O silêncio não engana – ele cala!
A consequência acompanha verdades da consciência
Seja um aventureiro de princípios
A pensar – apesar do que aprendemos no início

tanta reflexão flecha na eterna traição...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sabor das Cores

O Sabor das Cores
São Florestas de Utópicas
Cálices de Rios

Oceano de asfalto
Leva-me para a Praia sentir a Brisa na Face
As Folhas verdes e vermelhas brotam em mim

Passo ligeiro, em balcões de Bar.
Grito! Poemas Ambulantes...

Enquanto o arrebatamento Poético não vem
Verso mais um Abraço
Ouso falar de Amor
Na aquarela do pensamento

Escrevo Outras
E mais essas Linhas...

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Não é Haikai


Caos

Capital

Caligrama

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Pássaroalma"

Foto: Google



Nuvensnavegambaixas

Amãogeladavoava

Feitopalavrasvazias

Nainsonenoite

Deenfurecidovapor

Vaporcinzento

Secosecular

Bebopalavrasjuntasjustas

Rubrovinho

Fazmargemfluir

Águiaágua

Descendogargantaseca

Daravinasecreta

Selvagemsedento

Desertopássaroalma.



Fevereiro de 2011

sábado, 16 de maio de 2009

... A P A L A V R A ...

...A escrita torna-nos selvagens. Regressamos a uma selvajaria de antes da vida. E reconhecêmo-la sempre, é a das florestas, tão velha como o tempo. A do medo de tudo, distinta e inseparável da própria vida. Ficamos obstinados. Não podemos escrever sem a força do corpo. É preciso sermos mais fortes que nós para abordar a escrita, é preciso ser-se mais forte do que aquilo que se escreve. É uma coisa estranha, sim. Não é apenas a escrita, o escrito, são os gritos dos animais da noite, os de todos, os vossos e os meus, os dos cães. É a vulgaridade maciça, desesperante, da sociedade. A dor é, também, Cristo e Moisés e os faraós e todos os judeus e todas as crianças judias e é, também, o lado mais violento da felicidade. Acredito nisso, sempre... Marguerite Duras, in "Escrever"

A palavra é segredo
Reproduz sons e vibrações inaudíveis
O desaparecimento da expressão do corpo
Faz da solidão um riso barroco
A suposição maléfica, errante – faz da fumaça um excesso vulgar
Na ausência da água insinua-se o sinônimo da sede
Na surda causa do Tempo, a palavra consolida consoantes acalentadas
Perturbada já a serenidade – linhas não são caminhos
Nem revoluções, apenas silenciosas cascas quebradas
Na ausência do rosto insinua-se o antônimo da suavidade
E assim o som se fez segredo
No coração inconstante dos dias – da idade vácua visual
Subverte-se o verbo diminuto, a escrita não representa – ela acontece
Evidente terrível de isolamento incompreensível – indelével
Da árvore cai o fruto que virou pedra, atônito olhar frígido
Vai pontuando com cravos enferrujados, vital sentido do clamor no exílio
Arde o corpo com dor imprecisa – interior - facial
Agora a face vira palavra.
Everaldo Ygor
Maio 2008 & Maio 2009.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

'Límpidos Torpores'

Foto: Vladimir Kush

Límpidos torpores

Dos
Dias são assim...
Ilustrados com sonhos travessos
Aflitos Seres
Distantes sonhos
Do Tempo em um instante
São Seres distantes
Do Luar – longe quase sem ar
São lugares de rimas inermes
Onde o Rio encontra o Mar
Sem força para respirar – consolar
No remanso do sonho
Procurando Oásis
Ainda risonho & descolorido
Estéreis instantes
Quando a ilusão alcança
A dança
Do epílogo da jornada marinha.

Everaldo Ygor - Fevereiro de 2009.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

domingo, 28 de setembro de 2008

O NÃO LUGAR

Foto: Ianoff
No remanso dos Sonhos
Ao parar de Sonhar
Dentro da mente - Cercania de Dias
Do "Não Lugar"
Preto & Branco
Sonha o vento crepuscular na face da Multidão Solitária
Assim
Anoiteço pensamentos.

Everaldo Ygor - Setembro de 2008.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Da Arte de Escrever Cartas & Sonhar...

As cartas são mágicas, algumas esquecidas - aquecidas, outras perdidas no Tempo, quando remexo cartas antigas dos meus pais, encontro um recorte da história dos homens, da escrita, do Amor, da saudade, da surreal Arte de Escrever Bem... Amareladas com letras magníficas, papel pautado, cheiro envelhecido, cheias de graça & contornos que ninguém mais faz. Uma aula de caligrafia, um capricho só... Arte pessoal da relação da folha em tom cândido com as idéias em formação, com a emoção. E os selos antigos/novos, cada um com sua data de comemoração, “olho de Boi” e outros tantos, pequeninas artes adesivas que marcam ao olhar, basta um circuito na Praça da República em São Paulo, no Domingo, para ficar imerso no mundo dos Colecionadores de Selos... Os envelopes, grandes, médios e pequenos, timbrados, internacionais, coloridos, uma viagem poética aos sentidos todos. As cartas das crianças e adolescentes, cheias de cores, adesivos, papel colorido, papel especial de carta, com personagens diversos, papel reciclado, mimos que poucos hoje em dia ousam fazer, ousam vivenciar, quando me vejo aqui, em frente ao computador, na gélida tela dos dias vou dando bordoada no teclado, o cálice da escrita jorra em minha face, a saudade de preencher folhas alvas, de errar, corrigir ou recomeçar uma nova carta, amassar o papel, sentir o lápis ou caneta fluindo no espaço. Não importa, ao acabar essa missiva vou escrever mais uma carta, nem se importando com a paralisação dos correios... Os cartões cada um mais formoso que o outro, sempre preferi fazer os meus... Sim, colagens - aquela arte já esquecida método meio hippie, até já fiz papel reciclado e enviei, me lembro agora quando jovem, fui até a casa de uma pretendente minha e coloquei uma carta cheia de versos de Vinícius de Moraes na caixa de correio dela, que saudade desses tempos que teimam em voltar em nosso adágio... Algumas cartas comprometedoras até, outras nem se fala… E outras tantas nunca enviamos, ficam guardadas em gavetas ou caixas empoeiradas... Vale lembrar o grande mestre Fernando Pessoa, na Poesia de Álvaro de Campos:
...Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas...
Um dia desses enviei uma porção de incensos para uma pessoa valiosa, de todos os tamanhos e sabores, foi o presente/carta mais “perfumado” que já enviei, junto um cartão artesanal, com papel reciclado e colagens, com um poema de minha autoria, enfim cumpri minha missão... Hoje, tudo frio, distante, gelado demais, emails, Blogs, celular ou telefone fixo, ao vivo quase nada, poucos abraços & beijos, e cartas escritas do próprio punho menos ainda, sem dúvida a tecnologia informa, mas pode distanciar também... Existem alguns filmes e livros que valem a pena serem apreciados, como o Surreal “P.S.: eu te amo” de Richard Lagravanese, onde cartas póstumas emocionam e ilustram o roteiro... E “A Carta Anônima” de Peter Chan, com a ótima trilha sonora de Roy Orbison, onde o roteiro gira em torno de uma carta de Amor anônima... Para conhecer a Arte do Calígrafo, recomendo “O Livro de Cabeceira” de Peter Greenaway uma viagem na sedução e caligrafia oriental, o cheiro de papel branco é como o odor da pele de um novo amante... No Brasil temos o já conhecido “Central do Brasil” de Walter Salles... E os Livros, não podem faltar, verdadeiros clássicos como “Cartas a um Jovem Poeta” de Rainer Maria Rilke, e As Mais Belas Cartas de Amor de Kahlil Gibran, entre tantos no Brasil, ressalto a bela obra “Correspondências” de Clarice Lispector, Cartas de Machado de Assis e Euclides da Cunha e De Poeta para Poeta – “Correspondência de Cabral com Bandeira e Drummond”. Existem outros, muitos outros que vou deixar a sua escolha meu caro leitor... As cartas carregam o coração. Por isso, mãos à obra - escreva uma carta já!
Everaldo Ygor – Julho 2008.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

“Antigas Verves”

“Antigas Verves”

“Headpiece filled with straw”
The Holow Men
T.S. Eliot
“Das antigas”- essa é a palavra, a mim secou-me a boca, o fumo forte de corda negro de Arapiraca, o cachimbo artesanal de bambu, o chapéu de palha, os Seres hipnotizados pela velha tecnologia da foto P&B... A fumaça e seus aditivos naturais lá dentro da cabeça, no Akasha, fazem ativar lembranças das Elegias de Duíno de Rainer Maria Rilke. Escrevendo esse epitáfio, essas linhas ao som de Fela Kuti, a boca seca novamente, observo a foto calado, e ouço o vento frio anunciar a garoa na tarde bucólica dos dias de São João. São lembranças secas da vida, de fogueiras, do passado recente & antigo como deve Ser, mas novo como a aurora em sua face branca pálida rugosa e lisa... Caneca na mão, da para sentir o aroma forte do café fresco da fazenda... Óculos, sinal de miopia, hipermetropia ou astigmatismo... Espero sem pressa que as palavras encontrem seu lugar, nas flexões, nos sonhos - na beleza surreal das cadeiras de madeira, dos corpos, do chinelo de couro, da face enigmática da ausência das cores... Que os Seres da foto saiam e contem sua história, um poema desejado talvez, um olhar ao fundo da alma, do dia, da noite, que possam enfim saciar a minha sede. O que o corpo demonstra o rosto ai desconhece, observa o horizonte desconhecido que a foto não mostra jamais, mostra o colar de sândalo com cheiro da alma... Os lábios finos dizem algo inaudível aos sentidos cor de sépia.
– As mãos dadas na varanda, nessa jornada ao relento dos dedos cheios de ondas, cheios de anéis, afeição & cheios de água sangue.
O que a face dela entrega?
O que o olhar dele diz?
O que T.S. Eliot fala?
Em que época está situada na inusitada linha do tempo, em 1917 na Revolução Russa ou 1968 na utopia de revoluções inacabadas, perdidas no surreal tempo da cultura Hippie - acho que não... São personagens das Crônicas dos Dias – camponeses dispersos - andarilhos luminosos astrais, informais, até perderam o brilho e na certa foram e são Poetas. Instante volátil & infinito, faz meus olhos e ouvidos sentirem o breve cochicho dela para ele, de súbito desperto do devaneio louco, tomo mais um “tinguá” - e deslizo a mão trêmula sobre o teclado. Ao fundo um girassol - acho graça, cena forasteira, mas que foto estranha e suntuosa... Faces pela metade, corpos pendendo para os lados. E o Senhor do Tempo sempre cumprindo sua tenebrosa missão de envelhecer fotos & Seres, escritos e poemas, preenchendo espaços de saudades que não voltam mais, lento impôs ao meu Ser essa imagem terrena, nem Lua, nem Sol, entardecer em Preto & Branco Envelhecido, dentro e fora de mim, no espectro do descompasso do meu coração, assim encanta. Transcender essa desconexa redação, transformar em Poesia o que já é Poesia, é absurdo do final dos dias, talvez todas essas linhas sejam inúteis, e somente, tão somente a foto, só é - poesia original.
Mas, ao olhar mais uma vez os rostos pensativos, as nuances, a paisagem, as vestes, sombras penetrantes dessa foto canção, o coração fala das dores de Amar, armar pensamentos para viver, da beleza abstrata contida naquele instante, tranqüilidade, cumplicidade, elementos essenciais para o poetar. Sua Verve é inesquecível, motivo de adjetivos diversos - inesgotáveis para descrever os imóveis Seres de Chapéu de Palha... Enfim, podem Ser - Matamoros, da Fantasia da obra de Hilda Hilst – Tu não te moves de ti. Todas as vozes internas de homens, mulheres e fotos... Paro por aqui - depois de tanto tempo, na angústia de escrever símbolos, lutando para que outros parem de lutar, polindo o pó da estrada que impregnou as vestes negras, na emoção humilde que nada sei, senão a infindável arte de adjetivar, caminhando sempre para o encontro inevitável e inesperado com o velho e imortal Tânatos...
Janeiro até Junho de 2008 - revisado muitas, muitas vezes...
Everaldo Ygor

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

...Poehoras...

POEHORAS

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

POEHORAS II

Infiéis temporais...
Everaldo Ygor

POEHORAS Poemas de Tempos e Horas, Infiéis Temporais De EVERALDO YGOR

terça-feira, 11 de setembro de 2007

"Poehoras"

Infiéis temporais...
Everaldo Ygor