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quinta-feira, 6 de setembro de 2007

"Dicionário de Filmes Brasileiros"

Para os apreciadores da Sétima Arte...
Dicionário de Filmes Brasileiros de Antônio Leão da Silva Neto é um dos mais completos levantamentos já feito sobre a filmografia Brasileira. Fruto de 4 anos de pesquisa, o dicionário nos remete aos primórdios do Cinema Brasileiro em 1908, aos filmes mudos das décadas de 10 e 20, aos musicais dos anos 30, às chanchadas da Atlântida, Vera-Cruz, Cinema Novo, Pornochanchadas e o suposto renascimento...
Arquivo em PDF, vale citar que na mesma pagina de downloads do "esnips" temos o Léxico Guaraní, Dialeto Mbyá - Robert A. Dooley também em PDF... Enfim, é só clicar no link e baixar, ótima leitura para o feriadão de Sete de Setembro aqui em Pindorama.
Em beijo!
Everaldo Ygor

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Iracema uma Transa Amazônica

Mais uma solicitação atendida, foi pedido uma indicação ao Outras Andanças de um "Filme Cult"

Segue minha indicação...
Premiações- Em 1975 foi considerado o melhor filme em exibição na Europa. Ganhou entre outros o "Prix George Sadoul" (Paris), o "Adolf Grimme Preiss" (Alemanha), o "Encomio Taormina" (Itália) e o "12º Reencontre Film et Jeunesse" ( Premio Especial - Cannes Melhor Filme 78 - ACCMG). Em 1978, a Associação de Críticos Cinematográficos de Minas Gerais, o elegeu melhor filme do ano, durante uma mostra de filmes proibidos e a última premiação foi de melhor filme, melhor atriz (Edna de Cássia)e melhor coadjuvante (Conceição Senna) no Festival de Brasília em 1980.

Curiosidades- O filme foi liberado sem cortes em 7 de novembro de 1979 por decisão do Divisão da Censura, Sr. José Madeira. Depois de uma discussão, em que se duvidou até da nacionalidade do filme, vem a luz da exibição comercial a primeira obra de um gênero não tão incomum, o documentário - ficção.- Proibido no Brasil desde sua realização, em 1974, foi exibido em diversos países da Europa durante os anos em que esquentou as prateleiras da Censura. - Exibido clandestinamente em 1978 numa mostra de filmes proibidos, em Minas Gerais. - O filme foi lançado em circuito comercial no dia 30 de março de 1981 nos cinemas Caruso, Rio, e Cinema1 em Niterói. - Em 1981com 21 anos, descoberta pelo diretor num programa de auditório a atriz do filme Edna de Cássia é uma lavadeira e vive na mais extrema miséria num cortiço de madeira em Belém, onde luta com dificuldade para criar seu filho de 3 anos de idade. Edna Cereja, esse seu verdadeiro nome vive na vida real a miséria que representou no cinema. Para ela, o sonho de ser atriz acabou quando terminou o filme. - (...) Infelizmente, com um atraso que o prejudicou, cinematograficamente o filme foi vulnerado pelo tempo. Fazer Iracema em 74 representava, de fato, grande risco. Mas hoje o objeto de sua denúncia deixou de ser prioritário na escala de preocupação dos brasileiros. Mas a verdade é que embora padeça de falsa espontaneidade na encenação de sua denúncia, e seja esquemático na analise dos fatos, "Iracema" tem garra sociológica. E consegue traçar com inequívoca sinceridade um painel da pobreza de uma população que ficou à margem da História (...) (crítica da época de José Carlos Monteiro no O Globo em 31 de março de 1981) - Sinopse completa:O filme é na realidade um auto-retrato da população da Transamazônica. Retrata realisticamente os problemas da região. Conta a história de uma menina do interior, que vai a Belém com a família para pagar promessa na festa do Sírio Nazaré. O novo meio e as companhias que encontra levam a menina à prostituição. Conhece num cabaré um motorista de caminhão Tião Brasil Grande, negociante de madeira. Influenciada pelas outras prostitutas ela quer ir para os grandes centros ( São Paulo e Rio) e pega carona com o motorista. Saem pela Transamazônica, testemunhando toda a espécie de acontecimentos e dramas que a construção da estrada impôs aos habitantes locais. Abandonada pelo motorista num bordel à beira da estrada, a jovem se vê diante de uma realidade cada vez mais chocante e decadente. Vale ressaltar a presença de Paulo César Pereio...

terça-feira, 31 de julho de 2007

Morre aos 94 anos o cineasta Michelangelo Antonioni

Morre aos 94 anos o cineasta Michelangelo Antonioni
Antonioni: o cineasta dos problemas e angústias do homem moderno...
O diretor de cinema italiano Michelangelo Antonioni, conhecido por sua ruptura com o neo-realismo italiano em filmes que representavam os problemas e angústias do homem moderno, morreu na segunda-feira em Roma, aos 94 anos.
A carreira cinematográfica de Antonioni, onde destacam os bons retratos sociais e do interior humano, inclui diversos longas e curtas-metragens.
Antonioni recebeu vários prêmios internacionais, entre eles o Oscar pelo conjunto da obra (1995), a Ordem Legião de Honra da Francesa (1996) e o Prêmio Félix de Academia Européia de Cinema (1993).
O diretor, roteirista e crítico de cinema italiano nasceu em 29 de setembro de 1912 em Ferrara, no norte da Itália, em uma família da alta burguesia.
Começou a carreira escrevendo críticas de cinema nos jornais Il Corriere Padano e L'Italia Libera, em que atacou o cinema fascista de Mussolini, e colaborou com a revista Cinema, de Roma, onde morava desde 1939.
Na capital italiana, Antonioni cursou cinema no Centro Experimental, um dos focos de resistência intelectual ao fascismo.
Suas primeiras experiências práticas no cinema se iniciaram em 1942, como co-diretor do filme Un pilota ritorna de Roberto Rossellini, e de I due Foscari de Enrico Fulchignoni, e como assistente de Marcel Carteira em Os Visitantes da Noite.
Antes da queda do fascismo, rodou o primeiro curta-metragem, A Gente do Pó (1943), que concluiu em 1947.
A "estréia" na direção foi em Crimes da Alma (1950), ao qual se seguiram os longas-metragens Os Vencidos (1952), A Dama sem Camélias (1953), Tentativa de Suícidio (1953), As Amigas (1955) e O Grito (1957).
Em 1960 rodou A Aventura, Prêmio da Crítica do Festival de Cannes e filme que marca o início de sua etapa madura, no qual trabalhou pela primeira vez com a atriz Monica Vitti, musa de quase todos os seus longas e com a qual viveu um longo romance.
Outra das atrizes de Antonioni foi Lucia Bosé, que esteve em Cronaca di un amore e que depois protagonizou A Dama sem Camélias como a personagem Clara Manni.
Depois chegaram A Noite (1961), que recebeu o Urso de Ouro do Festival de Berlim; O Eclipse (1962), Prêmio Especial do júri de Cannes; e O Dilema de uma Vida (1964), Leão de Ouro de Veneza.
Antonioni também recebeu a Palma de Ouro de Cannes por Blow Up - Depois daquele Beijo (Blow Up, 1966), considerada sua obra-prima e a primeira que rodou nos Estados Unidos.
Nas décadas de 70 e 80 dirigiu Zabriskie Point (1970), Profissão: Repórter (1974) e Identificação de uma Mulher (1982), seu primeiro longa-metragem elaborado com técnicas de alta definição.
A partir de 1986, sua aparição no cinema foi ocasional devido a um derrame cerebral que o deixou sem falar e com problemas de mobilidade.
Em 1993 interpretou um oficial de cavalaria mudo no filme do diretor francês Alain Robbe-Grillet A Fortaleza.
Com o alemão Wim Wenders rodou Além das Nuvens (Al di là delle nuvole, 1995), uma co-produção franco-teuto-italiana baseada no livro de Antonioni That Bowling Alley on the Tiber (1983), que ganhou o prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) em Veneza.
Ferrara, sua cidade natal, abriga desde 29 de março de 1995 o Museu Antonioni, e a Itália o homenageou em seu 90º aniversário, em 29 de setembro de 2002, por seu "profundo interesse pelas relações humanas, especialmente do casal, e um grande conhecimento da alma feminina".
Michelangelo Antonioni se casou duas vezes, em 1942 com Letizia Balboni e em 1986 com Enrica Fico, com quem compartilhou a paixão pelo cinema.
Fonte: EFE

segunda-feira, 30 de julho de 2007

+ Sobre: "Ingmar Bergman"

Literatus Textualmente Transmissível, por Andrea Augusto.
+ Sobre: "Ingmar Bergman" = LINK JÁ!

Morreu Ingmar Bergman

Ingmar Bergman morreu "calma e pacificamente" anunciou Eva Bergman, sem no entanto precisar as causas exactas da sua morte nem a data.Segundo o jornal sueco Dagens Nyeter, o cineasta morreu hoje de manhã, por volta das 7h00 (6h00 em Lisboa). Corriam há vários meses rumores persistentes sobre a degradação do seu estado de saúde. Homem do cinema e do teatroNascido a 14 de Julho de 1918 em Uppsala, a norte de Estocolmo, Ingmar Bergman realizou ao longo da sua extensa carreira mais de 40 filmes, entre os quais se destacam "Um Verão de Amor" (1951), "O Sétimo Selo" (1957), "Morangos Silvestres" (1957), "Em Busca da Verdade" (1961), "Lágrimas e Suspiros" (1972) "Sonata de Outono" (1978) "Fanny e Alexander" (1982) ou "Saraband" (2003). Além da sua obra cinematográfica, Bergman foi durante toda a vida um homem de teatro, tendo encenado numerosas peças, nomeadamente as do seu ídolo de juventude, August Strindberg. A sua carreira começou no teatro nos anos 40 com um estágio de encenação na Ópera de Estocolmo e em 1960 foi contratado como encenador pelo prestigiado Dramaten, o Teatro real de arte dramática. Foi no entanto o cinema o seu meio de expressão de eleição. "Fazer filmes é para mim um instinto, uma necessidade como comer, beber ou amar", declarou em 1945. Em 1955 alcançou o seu primeiro êxito internacional com a comédia "Sorrisos de uma noite de Verão", mas a partir do final dessa década os seus filmes tornaram-se cada vez mais sombrios, mostrando casais em crise ou seres amargurados pela ausência de Deus. Cineasta das mulheres, como alguns o consideravam, proporcionará os seus mais belos papéis a actrizes como Maj Britt Nilsson, Harriet Andersson, Eva Dahlbeck, Ulla Jacobsson e Liv Ullmann. Teve aventuras amorosas com várias das suas actrizes, casou-se cinco vezes e teve nove filhos. Tratado durante muito tempo com indiferença na Suécia, só muito recentemente foi reconhecido como um grande mestre do cinema no seu país, sendo agora atribuído um Prémio Bergman aos jovens talentos do cinema durante a cerimónia sueca equivalente aos Óscares. Na opinião de Woody Allen, Bergman era "provavelmente o maior artista do cinema desde a invenção da máquina de filmar".
Fonte SAPO