segunda-feira, 5 de novembro de 2007

...Vidros...


Vidros
Recipientes vazios
De água, cachaça e devaneios chuvosos.
Com botões e agulhas
Brancos transparentes
Amarelas opacas

Vidros de qualquer coisa, achados
Transbordando etílicos, perdidos
Flutuando botões
Afundando agulhas. Vazio Só = Áporo

Blues
Glass effect
Day of Good Heart
Desert
Alone but not lonely
Frágeis…

Vidros sem tampa, quebrados
Sem rosca
Usados, reciclados, vencidos... Novos.
Abertos... Sons do silêncio.

E no final, vidros incipientes

Sempre,
Sempre
Vazios...
Everaldo Ygor - 01 - Nov. 2007

38 comentários:

Moranguinho disse...

adorei o poema, que interessante, vc ja escreveu msm umlivro completo?
se tivesse dom para tal, tmb gostaria de escreve, mas não sou poeta, não sei escrever ficção... a unica coisa que consigo é por no papel os meus sentimentos em forma de prosa... nada demais, coisa que a grande maioria faz, talvez por isso admirotanto pessoas como vc, o poema é lindo e nos faz refletir sobre muito mais coisas do que o vidro né

parabens

Breiller disse...

Como diriam os argentinos, "sencillo".

Nanda Belém disse...

Nossa... Q lindo o seu poema... muito bonito mesmo! li o primeiro comentário aqui... quer dizer que você já tem um livro?! Só li o seu primeiro post... vou dar uma olhada agora no seu blog todo!
se quiser dar uma olhadinha no meu tb...
www.beladabola.blogspot.com
beijos

Mec disse...

muito legal. bem escrito...
gostei, voltarei mais vezes para ler.


visite-me:
http://clicko.blogspot.com

vlw
abraços!

Kemp disse...

Muito bonito!
Translúcido até ;)

Abração!
Kemp

Willyan Vinícius Cordeiro disse...

Uuu...Poema interessante!!
Mto show....
Visitarei sempre, pois o blog fala de vários assuntos diferentes!!

Abraços!!

=)

Lucas Conrado disse...

Um poema legal e "transparente"...
Não se vê tantos poemas sobre vidros, e isso que é legal. É algo diferente.

Kemp disse...

Ops... esqueci meus óculos...
Como vou enxergar este post sem meus vidros?

;)

Outro abraço!
Kemp

Jane, passa a ser Simone, disse...

perfeito..maravilhoso....
permite eu q linke vc?

Zanfa disse...

Não sei pq, mas eu sempre relaciono vidro com dor, com sangue, cacos de vidro e tal.

Muito bonito o poema, como sempre. ;D

Tássia disse...

Você sim faz poemas, aliás eu nem tenho a pretenção (de verdade!),e já tem um livro publicado! Uau! Talvez eu escreva um livro um dia, mas não com poemas, porque não é meu gênero textual preferido...

Gostei do seu poema (apesar de... você sabe) =]
Apareça mais vezes para uma xícara de café!
=]

P.s.: Também gostei muito da ilustração, É do google?

blog disse...

Neoconcretismo em voga, Ygor.
É isso.
costuma ler Cummings? Ou Mallamé?

Abraço

Josh disse...

As formas do vidro seriam as formas de visão? de contemplação?

Se isso, fantastiko!!!

Se não for isso, naão saberia o q falar

www.alienar.blogspot.com ALIENAR

blog disse...

Onde se encontram seus livros, camarada?
Em qualquer livraria?

Anônimo disse...

rsrs cara serio msm, todo vida que entro aqui dou de cara com a tertulia e racho o bico...rsrsrs
a foto se encaixa muito bem com o texto...ficou massa!
http://sacochei.blogspot.com

Anônimo disse...

O livro está esgotado...
Everaldo Ygor

Kemp disse...

Esqueci de comentar...
Adorei a imagem SACI NÃO EXISTE..

Abração!
Kemp

S4ltimb4nco disse...

Poema maravilhoso, vc tem uma facilidade muito interessante para escrever, não no ato em si, mas as palavras parecem se organizar de forma a deixar a leitura simples e bonita, parece com um cara que eu andei lendo por ai, um tal de Lalo, ele escreve tão bem quanto vc.


Adorei o poema

Té mais

Fênix Dualista disse...

enxerguei até o fundo da garrafa...de vidro...

Jéssica Torres disse...

falamos de vidros ou de almas?!

um poema complexamente simples! feliz daquele que enxergar além do vidro nessa poesia! será presenteado com palavras que marcam ate a alma!

César Fernández disse...

belo!

voltarei mais vezes

Nanda Belém disse...

ei mocinho...

Tá na hora de atualizar... quero ler mais poemas escritos por vc!!!!

beijossssssssss

MaxReinert disse...

Muito bom!
Como é bom encontrar poemas que podem ser "preenchidos" por nós leitores....

e a ilustração do Saci é ótima!!!

abraço!

Meg disse...

Belo, porém, triste. Quase tudo o que é vazio, é triste. Parabéns!

Ana D disse...

Algumas observações (rs):
1)Aquário com ascendente em aquário? Isso é erevelador rs
2) Adoro estas palavras com cadência e ritmo e poesia que vc postou "Vidros"...
3) Que belo cachorro deitado num sítio de nome mais bonito ainda: Girassol...É seu ? Eu amo animais.
4) Abraço e parabèns !

Ana D disse...

Após já ter feito meu comentário anterior eu li sobre o Jack...Li também o poema para o cão Jack..Se tem uma coisa que me comove e leva às lágrimas é o sofrimento, a amizade, a fidelidade, tudo qu eenvolve animais, principlamente cães...Bem entendo o que é perder um amigo desses...E confesso que ler teu poema e ver a foto do teu cão me comoveu, por isso voltei só pra dizer isso...Foi teu companheiro por algum tempo e deixou boas lembranças. É isso que animais fazem...Adoro-os ! rs parabéns pelo sentimento !

Debora Hegedus disse...

Vamos quebrar os vidros para podermos flutuar livres no nada do mundo!

Ludmila Prado disse...

gostei do blog linkei
bjo

Anderson disse...

Ótimo poema, se você já tem um livro com isto, porquê não publicar a venda deste para que aprecie nos o seu talento. Alem deste poema, vi o blog todo na verdade, um visto, mas pelo que vi, quero te parabenizar pelo trabalho.

bioblog disse...

Eu sempre digo e REPITO: Blog que tem conteudo é outra coisa não é?
parabens, pelo texto e pelo blog... tá fantastico! nao conhecia ainda!

Designer Vigiado disse...

obrigado por ter visitado o DESIGNER VIGIADO.
Você tem um ótimo conteúdo por aki. parabéns...

http://cidadevigiada.blogspot.com/
http://cidadevigiada.blogspot.com/
http://cidadevigiada.blogspot.com/

Warui disse...

eu fico nervoso com vidro...taí algo que me deixa com medo.

young vapire luke lestat news disse...

muito bom mesmo seu poema.......

perfeito...

Sua intimidade com as palavras me facinaram...

[]sL.Sakssida

Danielll2 disse...

bom poema... mas nunca consegui entende-lo...

Abraços..

Otávio B. disse...

Vidros são como pessoas, podem conter elixires e belezas incalculáveis atrás do âmbar, ou podem ser muito bonitos, e na primeira trinca, partirem-se por inteiro...

Belo blog

Abraços

Chris Cunha disse...

Cristalino o seu poema...

Gostei muito do seu blog. Original, pessoal e leve. Parabéns!

Lucas disse...

Me fez lembrar de uma das cenas finais da odisséia no espaço, quando o cara entra no monolito.... Derruba a taça de vinho, que se quebra.... O vinho se espalha. Talvez uma metáfora do corpo e da alma?

http://almabebada.blogspot.com

blog disse...

Confesso que esse texto não me agradou.
Talvez pela repetição das imagens. é possível que sim.
A idéia repetitiva precisa ser muito bem posta no texto para que não o dito cujo não fique maçante.
Gosto de seus textos - dos que li -, mas desse, não.
Abraço.