quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Retornos



Saudades

De Viajar

Percorrer ares estradas

Rever os pássaros

Andar no solo quente

Da caatinga, das ruas – das margens



Sentir e ressentir

As ondas gravitacionais do Grande Rio

Observar e Ser Observado

Por animais curiosos



Montanhas com suas hélices...

Pessoas, lugares e sabores - cores

Descobrindo novos – velhos mundos

Agradecendo

Reconhecendo que sabemos

Cada vez menos

Conhecendo a nós mesmos

Semeando o Amor que ainda resta

Vamos Sobrevivendo

A Cidade natal, aos retornos a dureza do Concreto...

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Ciclos...



Quando as Letras

E as Linhas não se formam Mais

Retiram-se vírgulas, pontos e reticências.

Da Arte

Da Vida

Do Todo

Alma Recolhe-se nela mesma

Formando uma espiral concêntrica

De formas - deformas - labirintos

Reclusos das folhas, do coração

Os Olhos espremem-se

A Mão tremula, ampara teclados sutis.

Na tela O mundo é cinza

Procuro as Cores nas Marés

Nas Tempestades

Retorno turvo no tempo

Solitária escrita

No final de Aquário...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Intempéries dos Dias

Sol, Vento e chuva resistem.
Expandem pensamentos
Imperativa Intempérie Dos Dias
Vento forte persistente
Capina Raízes
O Tempo - as pedras
Nos seus labirintos Ares
Desgastam o Tempo Bruto percorrido
A semente rasga a pedra bruta
A vida cíclica e sua dureza frágil
Plena – plana - pouco simples
Retorna
Ao estagio Original
Nem tão pouco Ocidental
Pedra Bruta
Desaforada Intempérie... 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Formas Distantes...

Distância
Tempo
Espera

Horas persistentes
De Ilógicos tempos
Das formas me perco
Do teu toque - deixo
Um dia
Abraço esse alcance 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Nascimento 68

Percorri árvores
Plantei Livros
Escrevi estradas
Poemas minutados
Únicas vias em seu tempo
Ouvindo sempre
rumores da velhice
do passado
da alucinação da mocidade
Angústia contra a fraqueza
mudei tantas vezes
que não me lembro da idade
São Antigos Seres
Muitas idades
Sem a juventude
De muitos invernos

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Bloco Tovarish

Como não era carnavalesco
Curtia blocos alternativos
Absorvia dos alternados
Incertezas
Entorpecia suas tristezas,
Sua Alma
E girava folião
Nas entrelinhas do céu azul,
Tovarish
Socialista Braveou
Na caminhada até o fim da Urbe
Transpassando Aluvião
Dançou logo
Um Baião...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Estrada Concreta

Rir & Viajar

R i R

V I a j A R

Ar

Viajar

Rir

Ir

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Lampião

Virgulino foi o Cangaço
O Guia é Padim Ciço
Aprendi Que no Cangaço
Não se pode confortar
Cangaceiro Ser sofrido
Caatinga sofrida
Sertão – Seco
Calango alento
Pernambuco - São Francisco – Bahia
Alumiados pelo Bacamarte
Coiteiros nas (margens) nordestinas
Tem umbuzeiro - Tem dor
Tem matador de cangaceiro - João Bezerra
Maria Bonita & Virgulino Ferreira da Silva
Capitão Lampião
Estão Vivos
Nas águas
Lá no Sertão...


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sento Sé

Estrada
Eu sou a estrada
Nós somos caminhos
Ele é a Poesia
Que vai passando
Que vão passando
Nas direções – Rios - desse lugar

Passa por mim
Por você
Lentamente sem razão
Traço no chão meu caminho
Escrevo no livro
A exclamação
Bebo no Bar de Sento Sé
A Caribé
Tem gosto de Deserto
Embriaga a extinta Razão...

Poeira - Asfalto
Estou longe de um salto
Riqueza selvagem da Chuva
Imagem viajante
Empoeirada Casa do Centro da Praça
Núcleo Do Fim do Mundo
Moço sou eu a Estrada

Margem

Na estrada
Viajando até o dia clarear
Noites de novos/velhos caminhos
Ultrapassando Pedras bestiais
Andando, navegando
As vezes corro - Canso...
Amigos, Amores – Contrários Rios
Risos
Ao lado das Matas,  as Dores...
Alguns Desertos ladeiam as Montanhas,
Procuro a sombra margeando Rios
Caminhada perene na busca do rio de águas claras
A Sombra antes do deserto desse grande mar
Assombra
Aporto desejado
Na margem interna de meu Ser...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Velho e Bom Chico

 
Por do Céu
No São Francisco
Reflexos Belos no Remanso das águas
Cores, cheiros - Fotos
Que nasce lá na Serra da Canastra
Minas Gerais
Por Serras, matas e vales Eu andei
Vi os percursos de perto
De longe, região das Secas
De Gentes - Gentis e peixes
Um dia água pura
Hoje tem esgotos descendo
Resiste na Tradição, navegação e travessia
Na barquinha do sertão – Enfim Belo!
Dividido entre Petrolina e Juazeiro
Vivo suas lendas... Ouço seu Som...
Transposição Homem - enfraquecem o Rio
Ocupações, açudes e plantações...
Desmatamentos, desmandos e poluições.
O Sertão não virou Mar
Absorto Está
O Velho Chico Resiste
Para que Eu vire
O Mar...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Viajar ...

Preparativos,
itens
mala, na sala.
Confere e anota - hora
Ansiedade boa...
Vamos logo viajar.
Repensando pesos – distâncias e medidas
Arriscando novos/velhos e longínquos roteiros
Documentos e terra seca
destinos, esperanças interiores
destinos vibrantes.
Pego a estrada - a trilha para novos encontrar
Descobrir histórias – redescobrir Andanças... 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Sequências Finais - Iniciais

Descarte dos Dias
Sobrevivemos ao Ano
Trajeto mensal curvo
Ficção ou Verdade 
Segundos passados
Doze Meses na sequência conservadora dos dias
nos consome - sempre
Dois Dígitos separam
Ontem do Amanhã
Envelhecendo cérebros
Abreviando regressos 
(cansado estou)
Feliz final de ano mensal e turvo...
Caminho lento
Na surreal busca
Pela claridade descartada
Dos Dias...


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Dias Cansados

Dias Cansados
De trilhas, sonhos
E desenganos

Velhas lembranças
Do som dos mares
Gosto das tormentas
Retorcendo espinhos e corpos
Vergando Trilhos
Ser, que procura a Sombra.
Fenece ao Sol
Saudade
Da Viveza dos Dias 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Presença

Das Missivas
A presença,
desperta
paisagens -  coloridas
melodia dos raios de sol
sintonia fora do olhar
Das letras inacabadas
Sem rima
A presença - passa
Nesse instante 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Lugar Líquido

Na casa, nos bares.
Encontro periferias
Gritos da geração que Ocupa as coisas paradas
Pensamentos ociosos, Panelas Mudas
A vida flui líquida
asfáltica.
Linhas confusas
nuvens sem chuva, nunca chove
Fuligem na Face dos Caminhos
Dos Caminhantes
Dúvidas...
Golpes vem a galope
Chegando na Perifa

Logo não Chego. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Dezembros e Janeiros...

O Aroma
Em Dezembro
É de um gigante baile de mascaras
Tudo ao mesmo tempo,
Algo sempre se despede
Nos fins e nos recomeços
das possibilidades irreais de Janeiros
Logo Mais,
Dezembro é mágico, resiste
Consumo e desejos infinitos
Do Natal, lembramos da redenção,
Esquecidos estamos
Sensíveis ao tempo
Na exceção da Poesia
Um grito por dias melhores,
Esperando Sempre!
A revolução que nunca chega.
Enviamos pedidos - Lançados ao mar
A Paz dissipa no Ar
Prelúdio das Tormentas dos Dias
Recomeços?
Podem Ser abertos - Depois
recordações da minha impermanência
O sabor da festa
Desaparece rápido, são inícios, são pensamentos

Dissipam-se no Ar de Dezembros...


sábado, 28 de novembro de 2015

Duplos Dias



Hoje, Ontem
Tempos
Da bipolaridade dos dias
Tristeza e Alegria caminham juntas
Partes da mesma coisa
Da Vida
Hoje encontro as linhas
Ontem as emoções
Aguardando
Finitamente o seu sorriso
Amanhece por favor!
Tormentas clínicas
Reencontrando algoritmos alcoólicos
Voltar a sorrir, voltar a ventar.
Volver a Poetar...

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Sol

Ao Sol
que teima em renascer sempre!
As vezes cega os olhos
Junto ao vento - Faz voar
Raios queimam a face
Vou abraçar...

Envolve o fulgor
Espero a Lua encher
De uma luz suave
Para reverberar palavras
Ressonantes vocábulos - Sonhos

Inauditos.