domingo, 9 de agosto de 2015

Mandalas Corporais





Existem Mandalas Corporais
Que possuem o Grão do Coração
Partículas Infinitas
Que trovam antigas canções
Ao ritmo da Alma
Nas Andanças
Ao Som da Geração

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A Face do Sol


Uma colorida
Face branca
Está refletindo cores
Passam na margem
Do meu jardim
Embalado nesse pensamento
Beijo suas flores ao despertar
Orbitando as manhãs claras
Centrais de Sol

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Resiliência Alcoólica


Esparramei no meio fio

Um dia desses

Sete e treze da manhã, fazia frio...

A nevoa ainda teimava em pairar na Periferia

Da minha mochila – de alta tecnologia

Tirei um vidro de Cachaça

 

Dei um trago, vontade de vomitar

Dei outro trago, mal estar generalizado

Outro, pensei que ia morrer

 

Depois, absorto estou

Atordoado, esparramado sorria ao ver o Sol

Penetrando nuvens baixas, o dia nasceu azul – Enfim Belo!

Entorpecida manhã.

 

Levantei e cambaleei – No ponto tudo ficou belo.

Ali fiquei até as Dez da manhã, contemplando, apreciando...

 

Na Padoca da esquina recomecei

Quando recobrei a consciência

Já no PA Vermelhinho

O gosto amargo doce da glicose na boca - o barulho ensurdecedor
do mecanismo gotejante do soro em meu braço transpassado de lado a lado.

Na maca - no corredor, sem documentos, com a cabeça rachada.

Não me lembro mais quem sou – Amnésia Eterna dos Dias.

Só lembro da saudade

Que sinto de você

Minha... Amiga!

Cachaça Amada.

sábado, 11 de julho de 2015

Outras visões


Outras visões

Silêncio & Trovão

Revelação de noite corpórea

Insinua respostas

Motivos de solidão

Temida resposta - Real

esperança vida

que não mais veria. Verá.

Abrumava e chovia lá fora

Amanheci e observei sua afeição

Ilumina!

Novos segundos

Reação - Realização,

Sou Flor de Bruma Clara.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O que é?


O que é?

Existem diversas dimensões

Vários mundos opostos

A Rua - a Lua

São Mundos?

Mudos

 
E o Amor da colisão dos Seres

Dos Mundos

Sem rumo

 
O Dia é - Eu e Você

A Noite - dimensiona espaços, Poemas - cores

Só Lua, Mundo, Paixão...

Por abraços profundos - Sol Invernal.

 

Ilumina a resposta do que é o Amor

Vem!

Que te digo o que é...

terça-feira, 2 de junho de 2015

Sonâmbulos sonoros


Sonâmbulos sonoros
Nas noites de monólogos
Vivemos narrativas contra o tempo
É o tempo sonoro
Não é real
Movido por diásporas mentais
Mudo - com ouvidos livres
Liberdades invernais
Levanta-se na noite
Para grafites
Nas esquinas mentais
São infantarias do Amor sonoro
Ocupando espaços nas mentes, nos muros - na Vida.

 

sábado, 23 de maio de 2015

Sonhos...

Os sonhos
Voltam
Voltaram
Vividos além - até
Toda a lucidez se foi
Mas, o sonho ficou
Longe dos destinos dias
 
Depuseram pousos em palavras novas
Contrárias ao que acostumamos ouvir
Emoções Carinhosas
Ser ou Viver?
Resposta
- luminosa sem calma, sem ternura

Distendem gestos da escrita
Nos lábios que ainda teimam em beijar
Almas famígeras
Procuram Ser
Uma só alma.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Vento Poético


Um poema nasce assim

Da Terra

Brota do ar, dos ventos

As vezes assopra um estrofe

Nem sempre é calmaria

Vivo habita outros planos

Desloca-se

 

Dizem que é Amor

Dizem que é Poesia

Viva é conheça sua missão

Além dos montes,

o socorro vem das linhas - vem de dentro

Vem do Outro

Vem dos Ventos!

sábado, 16 de maio de 2015

MovimentAmor



...Que as estrelas exaltadas em cânticos primordiais

Sejam Linhas Libertas – Abertas

Curvas suaves ao Luar

Que o Outro possa enxergar Outros distantes

Corações Próximos ao redor

Outras Andanças fluindo em Estradas resvalam sobre gôndolas longínquas

Pessoas, Abraços – Gente próxima demais...

Em Beijo – Nos Abraços - Olhar

Desvendam-se os segredos

De tudo o mais

Que o Amor se mova então...


sexta-feira, 15 de maio de 2015

The Leprechaun...


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Não é Haikai


Caos

Capital

Caligrama

Circular regresso


Amor e Solidão gritam dentro e fora de cada um...

Nas manhãs claras e noites

Na ausência da Lua cheia

Nem escuridão - nem Luz.

Quem nasce Poeta nasce só, nasce envolto das letras

Escreve só - Escrita antiga pautada por dor profunda,

Ditados rasos e ditadas por estar só diante tanta opressão

Solidões causadas, causas e efeitos

Distantes de tanto sentir - sair

Circulares cantos – rodas cinzentas

Mandalas - amistosas giram ao redor - ilusão

Algumas linhas sangram, nos espaços desprotegidos

Desencontro da paz é silêncio confuso

Tranquila ilusão de 47 estações...

O ar sopra árido na face, branqueamento

Meus abraços apertados, perdem força

Nem singular – nem plural

O capital avança e torna tudo individual, distante

Poucos corpos ainda adentram a alma

Único sem fim véu escuro

Lembram viagens imaginárias,

Saudades dos contos, das crônicas – dos poemas

Da brisa suave sobra o vácuo sereno – Deixei de Ser

Meus cantos e os dos outros não exalam tanta luz

O ar rarefeito não é coletivo, dessabor de gostos antigos

É instante passageiro, Eterno Transborda invernos

No intercâmbio das almas, de buscas desmedidas
Ausente dos Outros.
2014/2015

 




terça-feira, 12 de maio de 2015

Escritas Invernais


Escritas Invernais

 

Senta-se ao caminhar,

Sob e sobre Linhas de Lápis

Marcam o vivido e cansado olhar.

 

Meu sapato furado

Nem viu o tempo passar

 

Procuro um tear

Capaz de fazer linhas de felicidade

Linhas poéticas

Nos reencontros de novelos

Novelas

Escrevo comovido

No inverno, antes até.

Sem Sono – dias insones

Procurando sentidos

Procurando linhas

Esquadrinhando vazios...

sábado, 9 de maio de 2015

Outono(s)





Outono(s)

...Caminhar
Em dias claros
De outono
E quase inverno
É quase bom...

Mesas para escrever, para comer

Saias cobrem joelhos

Bebidas alegram bêbados


Um som inaudível nas manhãs Outonais

Arrulhos...

Alguns odeiam os dias,

Eu Amo baixinho

Caminho – cozinho - cominho

Beijo, sexo matinal – alimento alvejante

Mais abraços, mais beijos alvissareiros

É tarde - demais,


Escondido do inverno que vem depois

No retorno, já é noite - Repouso cedo

Nas ondas primarias da noite,

Noturnas...Outonais
 
Maio - 2015.


domingo, 26 de abril de 2015

Mascaras




A Paz, não ocorre só na Poesia, nem nos interiores da mente criativa, nem nas métricas e versos dispersos. Ocorre adjacente com a busca da felicidade, da ação e de melancolias cíclicas. No Desapego - Vivenciando a práxis, Arte e meditando estruturas complexas encontramos atalhos, as vezes prolongam o caminho, dilatam desencontros e ainda aumentam repertórios que mais tarde reapareceram na forma do cordel, entrelaçado em nossas cordas vocais. Distantes dos tradicionais encontros vocálicos. Passagens imateriais para a Gratidão - Nuvens de cima - de baixo provocam novos encontros, historias originais. Sem estética, na renuncia de versos livres - desenhando claros semblantes em intensas vestes e Mascaras no Céu Azul.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Ser Estrela

Partições e Dimensões
Do Coração
Da Poesia
Do universo

Brotam vertigens,
De solidão – de Luz
Vasto - vazio espaço

Ocupa pelo Blues da melancolia, pontos cintilantes teimam em Ser estrelas
Olho o céu noturno, contemplo calado


Silêncio - não aguento isso.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

- Mato Cheiro Verde

 
 
O cheiro do Mato é verde
O da Alma é sândalo
O da Poesia – solidão
Amor também,

Mas o combustível vital
É solúvel alcoólico nas profundas solidões...
Nuvem açucarada & esfumaçada
De Tabacos lúgubres
Redes pendem em troncos sólidos – pende a Alma
Corpos flutuam ao Sol, ao Luar – aos Dias.
Ausências, ideias, fogo anoitecer.
Estradas cercadas pelo assombro Mato – terra batida
Vácuo olhar ao redor
Carvão em brasa – tempero aguça o paladar
- Cheiro Verde banhado - cântico azul dos pássaros.
Insetos rodeiam cabeças densas, ouvidos sofrem zunidos.
Corpo mordido, aferrado ao som do Rock Clássico.
O Rio largo cristal impulsiona flexões em sua correnteza
São passagens água – ouro verdes
O mato mostra sua cor revés - coração
Mostramos nossa Poesia.
Por nós mesmos, pelos Outros
Pela náusea de dar certo ou errado
O importante sombrio é a certeira Poesia.


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Cidade Sombra

Andanças pela cidade cinza
Oca - vazia
Felicidade não encontro
Encontro sombras pelas calçadas
Não quero ver as pessoas
Procuro estranhos espectros
Caminham ocultos em ruas paralelas ao Ser
Protegidos pela fina e escura Maia
Não causam medo, acarretam sons sutis e cheiros agudos

Caminhar sob e sobre sonhos claves
Vai passar - até bifurcações sanguíneas
São dutos do coração - obstruídos
Da vida árdua dos dias
Da solidão intelectual
Do(a) acompanhante não sociável
Utopia sombra

Passos mecânicos isentos de sorrisos
O caminho não é florido
Nem de águas mansas, me perco no remanso
As pessoas são sombras de máscaras invisíveis
O Resíduo cinza é cor de sorrisos parcos
Escassos na cidade
Escassos nas Andanças.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Consciência a Deriva

A deriva no mar
Ao lado de sargaços poéticos
Ilhas interiores ladeadas de sangue
Regiões inexploradas
Agora densamente exploradas
Devastadas por antigos e intrusos navegantes

O santuário interior agora é publico
Ocupado por grandes quantidades de vazio
Na orla média
Areia de ossos sem cálcio
No olhar
Amarelo de doença crônica
Na fala muda
O ato de pronunciar palavras belas foi esquecido
Vence o silencio
Sempre!


terça-feira, 14 de abril de 2015

Folhas

Existem Poemas que são únicos
Existem dias que devem Ser esquecidos
Recordar os que se foram, é exercício funesto.
Mas, suas obras são fundamentais.
Fundamentos da Humanização
Da distancia entre o vil e a Claridade

Sempre que uma pagina é virada
Algo acontece dentro e fora das consciências
As mesmas que lutam para não se render
Lutam para continuar a Lutar
E assim os livros resistem

Os Poemas não fenecem
E a Vida vai, pairando em folhas brancas
Ainda sem conteúdo
E a Vida vai preenchendo as folhas
Colorindo capas – disfarçando existências
Existindo em vagos Vazios.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Grande Maia




A Grande Maia

De acordo com a Tradição Teosófica, a Grande Maia tem sete véus que a encobre... São os mesmos véus que encobrem nossa frágil vida humana, encobrem o verdadeiro Amor, soterra os princípios da humanidade e transforma a amizade em um braço do capitalismo...

- Ausentes, distantes da própria cor.
 
O véu é belo, tem tons suaves de azul em renda rara indiana, cheira a sândalo e quem o usa embeleza a Alma...

O mesmo véu - cega, diante de tanta injustiça, deixa míope diante tanta violência...

O outro véu é ouro, reluz durante o dia e a noite, faz pessoas e não pessoas ostentar a frieza e assumir a mesquinhes dos dias atuais...

Os outros estão ai, embutidos no patriarcalismo, na sedução pelo acumulo de riquezas, no crescente fascismo - enfim nos dias de tecnologia e obscurantismo de hoje...
 
- Vazios, distantes do próprio véu.

Mas, a quem diga que os mesmos véus tem outo significado, oculto até, que não compete aos frágeis humanos sua frívola interpretação...

Sendo assim, o melhor é se despir de todos os véus e tentar enxergar que somos, tão somente e ínfimos humanos vagando no cosmos...
Sonhando ainda em Ser!

Aquário, Fevereiro de 2013.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Chuva Vazia



Quando chove palavras
Muitas são vazias
Como os Dias
Quando o calor coroe
o corpo
dói de tempos vazios
de tantos vazios
Os olhos doem de tanta verdade
A voz entoa vogais breves
As palavras libertas
Cessam sua existência
Silenciam violões ao Luar
A boca e o corpo
Clamam por mais um trago
Alcoólicos sem graça
Sem fome
Uma bobagem ao anoitecer
Lágrima
Diz
Quando
vai acabar...


sábado, 4 de abril de 2015

Pare!




...Adiante ou parar o mundo, parar as ideologias, parar as guerras, para todos, todas poesias... Desiguais como deve Ser. Falta luz, falta gente que faz reluzir esperanças, o ar hoje sopra sem intensidade, quando do advento da luz – vem da Lua cheia e nossa ação dissimula seu opaco brilho. Parar o poder, que anula o brilho. Parou a Essência de raios refratários em almas regressas, pregressas de liberdade - nem plural nem singular pode iluminar retornos, curvas e retas. O prisma do olhar perdeu a mágica de observar almas inquietas, almas incautas, mas o brilho ainda brilha com sua opacidade natural. Possui pequenas fagulhas que não podem parar o raro Amor de Iluminar. Nem parar a arte de Cessar...


segunda-feira, 9 de março de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Caminhos...



sábado, 10 de maio de 2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

2014

Outras Andanças...