terça-feira, 17 de julho de 2007

Nada

Tiras finas molhadas fertilizando terra,
Tomamos o banho sagrado em águas límpidas finas molhadas e não a reconhecemos...
Sou humano e esse é o mundo dos mortais, ainda hoje tiro uma tira de seu lindo véu...
O vento sempre trás novas mensagens e não ouvimos nada...
Às vezes soluçamos em vão...
Vão lágrimas na face que brilha...
A dor que liberta, o Amor que constrói.
Amanhecemos, amamos, vivemos e morremos a cada dia...
O calor que tudo vibra nos da o sinal e nem sempre se queimamos...
Nossos amores, nossa vida, palavras impronunciáveis, sentimentos incompreensíveis...
Palavras enormes, parágrafos gigantes não dizem nada...
Não digo nada!
Everaldo Ygor
18/05/06

2 comentários:

lenekuhnen disse...

Nascemos carne
Morremos carne
Perambulamos pela
Vida, sobrevida
Construímos
Desconstruimos
Somos férteis
Como a terra
Germinamos o mal/Bem
Tantas daninhas
Mas tantas outras
A enfeitar o quintal
da extensão de nosso
Ser
Nascemos carne
Morremos carne
Mole, dura
Peito aberto
Pronto para a vida
Recolhido em breves
Momentos
A chuva molha
essa carne, tão
Sem vida
No estio, faz renascer
Precisa de sol para sorrir!
Precisa de chuva para crescer!
Hiberna no inverno
Se preparando
Para a nova estação
E num novo ciclo
Resplandecer!

Marlene

22/06/05

Alcione Torres disse...

Muito bonito. Não sei escrever coisas profundas assim...