terça-feira, 17 de julho de 2007

Vinhos

Uma parada para um vinho do Porto
Uma caminhada para tirar o chapeu negro
Enxugar a testa suada
Tirar
Um poema para Fernando Pessoa
Um choro e um cancioneiro para a Pessoa
Amada, armada.
Uma folha
Um pensamento
Varias pessoas
Varias prisões.
Veias de vinhos.
Everaldo Ygor
2005

Um comentário:

lenekuhnen disse...

Contar uma história
Brincar nas estrelas
Guerrear com os astros
O amor, encontrá-lo
Na escuridão do amanhecer
Noite/Dia
Encontrar a boca molhada,
Molhada de sonhos
Que se perderam na noite vazia
E com o dia foi esquecido
Ah se pudéssemos brindar,
Brindaríamos a morte dos que vivem!
Brindaríamos aos palhaços que choram!
Invejaríamos a solidão daqueles que tem alguém, e o amor
de quem não tem ninguém
Beberíamos o vinho das lágrimas cálidas
Sonharíamos o sonho verdadeiro
Com os astros, brincaríamos de vida
E com a vida, morte!

Marlene (06/08/89)