sábado, 9 de maio de 2015

Outono(s)





Outono(s)

...Caminhar
Em dias claros
De outono
E quase inverno
É quase bom...

Mesas para escrever, para comer

Saias cobrem joelhos

Bebidas alegram bêbados


Um som inaudível nas manhãs Outonais

Arrulhos...

Alguns odeiam os dias,

Eu Amo baixinho

Caminho – cozinho - cominho

Beijo, sexo matinal – alimento alvejante

Mais abraços, mais beijos alvissareiros

É tarde - demais,


Escondido do inverno que vem depois

No retorno, já é noite - Repouso cedo

Nas ondas primarias da noite,

Noturnas...Outonais
 
Maio - 2015.


domingo, 26 de abril de 2015

Mascaras




A Paz, não ocorre só na Poesia, nem nos interiores da mente criativa, nem nas métricas e versos dispersos. Ocorre adjacente com a busca da felicidade, da ação e de melancolias cíclicas. No Desapego - Vivenciando a práxis, Arte e meditando estruturas complexas encontramos atalhos, as vezes prolongam o caminho, dilatam desencontros e ainda aumentam repertórios que mais tarde reapareceram na forma do cordel, entrelaçado em nossas cordas vocais. Distantes dos tradicionais encontros vocálicos. Passagens imateriais para a Gratidão - Nuvens de cima - de baixo provocam novos encontros, historias originais. Sem estética, na renuncia de versos livres - desenhando claros semblantes em intensas vestes e Mascaras no Céu Azul.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Ser Estrela

Partições e Dimensões
Do Coração
Da Poesia
Do universo

Brotam vertigens,
De solidão – de Luz
Vasto - vazio espaço

Ocupa pelo Blues da melancolia, pontos cintilantes teimam em Ser estrelas
Olho o céu noturno, contemplo calado


Silêncio - não aguento isso.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

- Mato Cheiro Verde

 
 
O cheiro do Mato é verde
O da Alma é sândalo
O da Poesia – solidão
Amor também,

Mas o combustível vital
É solúvel alcoólico nas profundas solidões...
Nuvem açucarada & esfumaçada
De Tabacos lúgubres
Redes pendem em troncos sólidos – pende a Alma
Corpos flutuam ao Sol, ao Luar – aos Dias.
Ausências, ideias, fogo anoitecer.
Estradas cercadas pelo assombro Mato – terra batida
Vácuo olhar ao redor
Carvão em brasa – tempero aguça o paladar
- Cheiro Verde banhado - cântico azul dos pássaros.
Insetos rodeiam cabeças densas, ouvidos sofrem zunidos.
Corpo mordido, aferrado ao som do Rock Clássico.
O Rio largo cristal impulsiona flexões em sua correnteza
São passagens água – ouro verdes
O mato mostra sua cor revés - coração
Mostramos nossa Poesia.
Por nós mesmos, pelos Outros
Pela náusea de dar certo ou errado
O importante sombrio é a certeira Poesia.


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Cidade Sombra

Andanças pela cidade cinza
Oca - vazia
Felicidade não encontro
Encontro sombras pelas calçadas
Não quero ver as pessoas
Procuro estranhos espectros
Caminham ocultos em ruas paralelas ao Ser
Protegidos pela fina e escura Maia
Não causam medo, acarretam sons sutis e cheiros agudos

Caminhar sob e sobre sonhos claves
Vai passar - até bifurcações sanguíneas
São dutos do coração - obstruídos
Da vida árdua dos dias
Da solidão intelectual
Do(a) acompanhante não sociável
Utopia sombra

Passos mecânicos isentos de sorrisos
O caminho não é florido
Nem de águas mansas, me perco no remanso
As pessoas são sombras de máscaras invisíveis
O Resíduo cinza é cor de sorrisos parcos
Escassos na cidade
Escassos nas Andanças.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Consciência a Deriva

A deriva no mar
Ao lado de sargaços poéticos
Ilhas interiores ladeadas de sangue
Regiões inexploradas
Agora densamente exploradas
Devastadas por antigos e intrusos navegantes

O santuário interior agora é publico
Ocupado por grandes quantidades de vazio
Na orla média
Areia de ossos sem cálcio
No olhar
Amarelo de doença crônica
Na fala muda
O ato de pronunciar palavras belas foi esquecido
Vence o silencio
Sempre!


terça-feira, 14 de abril de 2015

Folhas

Existem Poemas que são únicos
Existem dias que devem Ser esquecidos
Recordar os que se foram, é exercício funesto.
Mas, suas obras são fundamentais.
Fundamentos da Humanização
Da distancia entre o vil e a Claridade

Sempre que uma pagina é virada
Algo acontece dentro e fora das consciências
As mesmas que lutam para não se render
Lutam para continuar a Lutar
E assim os livros resistem

Os Poemas não fenecem
E a Vida vai, pairando em folhas brancas
Ainda sem conteúdo
E a Vida vai preenchendo as folhas
Colorindo capas – disfarçando existências
Existindo em vagos Vazios.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Grande Maia




A Grande Maia

De acordo com a Tradição Teosófica, a Grande Maia tem sete véus que a encobre... São os mesmos véus que encobrem nossa frágil vida humana, encobrem o verdadeiro Amor, soterra os princípios da humanidade e transforma a amizade em um braço do capitalismo...

- Ausentes, distantes da própria cor.
 
O véu é belo, tem tons suaves de azul em renda rara indiana, cheira a sândalo e quem o usa embeleza a Alma...

O mesmo véu - cega, diante de tanta injustiça, deixa míope diante tanta violência...

O outro véu é ouro, reluz durante o dia e a noite, faz pessoas e não pessoas ostentar a frieza e assumir a mesquinhes dos dias atuais...

Os outros estão ai, embutidos no patriarcalismo, na sedução pelo acumulo de riquezas, no crescente fascismo - enfim nos dias de tecnologia e obscurantismo de hoje...
 
- Vazios, distantes do próprio véu.

Mas, a quem diga que os mesmos véus tem outo significado, oculto até, que não compete aos frágeis humanos sua frívola interpretação...

Sendo assim, o melhor é se despir de todos os véus e tentar enxergar que somos, tão somente e ínfimos humanos vagando no cosmos...
Sonhando ainda em Ser!

Aquário, Fevereiro de 2013.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Chuva Vazia



Quando chove palavras
Muitas são vazias
Como os Dias
Quando o calor coroe
o corpo
dói de tempos vazios
de tantos vazios
Os olhos doem de tanta verdade
A voz entoa vogais breves
As palavras libertas
Cessam sua existência
Silenciam violões ao Luar
A boca e o corpo
Clamam por mais um trago
Alcoólicos sem graça
Sem fome
Uma bobagem ao anoitecer
Lágrima
Diz
Quando
vai acabar...


sábado, 4 de abril de 2015

Pare!




...Adiante ou parar o mundo, parar as ideologias, parar as guerras, para todos, todas poesias... Desiguais como deve Ser. Falta luz, falta gente que faz reluzir esperanças, o ar hoje sopra sem intensidade, quando do advento da luz – vem da Lua cheia e nossa ação dissimula seu opaco brilho. Parar o poder, que anula o brilho. Parou a Essência de raios refratários em almas regressas, pregressas de liberdade - nem plural nem singular pode iluminar retornos, curvas e retas. O prisma do olhar perdeu a mágica de observar almas inquietas, almas incautas, mas o brilho ainda brilha com sua opacidade natural. Possui pequenas fagulhas que não podem parar o raro Amor de Iluminar. Nem parar a arte de Cessar...


segunda-feira, 9 de março de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Caminhos...



sábado, 10 de maio de 2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

2014

Outras Andanças...

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Fevereiro

2013...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dia da Poesia


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

terça-feira, 12 de abril de 2011

Poesia Cênica

Foto: Everaldo Ygor

No vento corro

Nos olhos o mar

Na fumaça o sonho

Cenicamente

Longe dos carnavais

Na praia vermelha do sul

Som, palavras e máscaras

No jardim da areia plana

A palavra diz.

 
Carnaval 2011 - Ubatuba - Praia Vermelha do Sul

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Pássaroalma"

Foto: Google



Nuvensnavegambaixas

Amãogeladavoava

Feitopalavrasvazias

Nainsonenoite

Deenfurecidovapor

Vaporcinzento

Secosecular

Bebopalavrasjuntasjustas

Rubrovinho

Fazmargemfluir

Águiaágua

Descendogargantaseca

Daravinasecreta

Selvagemsedento

Desertopássaroalma.



Fevereiro de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2010 - 2011

Fonte: Google

Enquanto o Sol

Adormece

A poesia deita

Enquanto o Sol

Acorda

A poesia alça


Eu espero o dia passar

Ela chegar

O Sol o Dia

O Verso
A Poesia

Passaram


Saturno ou Cronos

Na Permanência dos Dias – Os anos passam...

Não existir

Rápidos – Sem festa, sem tempo, sem ar.


Viveu ao extinguir-se

Para o sempre

Contínuo Dia

De Sol - De Chuva

De passagem

De

Poesia

Dez. 2010 até Jan. 2011

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ponto Final

Fonte: Google

.

Ponto Final

O início incapaz

Do reencontro

Com o Final das Letras

Da frase – da crase

Dos tempos



Substância Quântica

Dissolve

Em Queda d’ Água

Com vazios expressos

O espaço distrai



Movimento corporal - pontua a espécie

Insurge no ponto

Volátil

Começo

De Pontos & Fins

.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Agora é Dilma!

Fonte: Google

Um índio na Bolívia, Juan Evo Morales Ayma, líder do movimento de esquerda Boliviano Cocalero, um negro nos EUA, Barack Hussein Obama, na Venezuela o líder da Revolução Bolivariana, Hugo Rafael Chávez Frías, no Paraguai, Fernando Armindo Lugo de Méndez, ex-bispo da Igreja Católica e seguidor da Teologia da Libertação, no Uruguai José Alberto Mujica Cordan, ligado à esquerda pertenceu ao Movimento de Libertação Nacional Tupamaros. No Brasil um Operário,  ex-Sindicalista, Luiz Inácio Lula da Silva durante oito anos e depois, agora em 2010 a ex-presa política, Economista, Política - Dilma Vana Rousseff eleita Presidente do Brasil para o exercício de 2011 até 2014, pelo Partido dos Trabalhadores, Mulher, ocupa o espaço entre grandes Líderes no mundo, a história está mudando, e o Brasil, vai seguir mudando, ocupando seu lugar de direito na cena mundial. Sim, meus Caros e Ilustres Leitores, Visitantes, Poetas, Parceiros e tudo o mais, eu votei na Dilma, com orgulho e mais uma vez sem medo de Ser Feliz!

Saudações Poéticas
Everaldo Ygor

domingo, 19 de setembro de 2010

Peso Bruto

Foto: Google

Existe um peso bruto

O da existência crua

Desvalida, válida e nua

- Nos meus olhos.

Breves, fixos, penetrantes e calados

Um cronômetro atemporal da bomba extenuada

Grita aos meus Poemas

Findáveis ao tempo

Exilado nos Dias, vivo.

Em linhas próprias de penumbra

Impróprios

devaneios - instantâneos

Dias de sentença

Fria, perfura
Lacuna Profunda
Densa
Na presença dela...

Poesia.

Setembro 2010.

domingo, 25 de julho de 2010

A Queda

Foto: Everaldo Ygor

E as palavras
Caindo e caindo
Algumas pesadas
Outras
Leves como plumas
Vão

Caindo, caindo
Do inconsciente
Da boca
Indo, indo
Cai


Tocando o outro
Pode-se ouvir
O som do toque
De outros silêncios

De todas
As palavras
Caindo


Caindo
Saindo

C
  a
    i
     n
      d
        o...




Junho e Julho de 2010.

Foto da exposição do Aquilar no Espaço Cultural Banco do Brasil SP.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Inquietude

Fonte: Google

A inquietude é assinatura das linhas, pulso de vida, pulso das letras todas. Move-se por campos interiores, definitivamente fora do cotidiano, lentamente, mergulha em regiões frias, desoladas de ordem. E o olhar é companheiro, alma sobrevivente em tamanha caminhada, circular e infinita em seu fim.
Tem ecos nas vísceras, no coração, mas também tem raízes de uma árvore gigante, invertida em sua origem. A solidão forja novas velhas criações, fotos e poesias vazias em sua plenitude, feridas no centro nervoso, individuais em sua arte, em seu momento sutil e breve – efêmero arrepio irrigado pelo frio intenso.
O mundo vai consumindo seu tóxico predileto, vai socializando a fumaça, a radiação e todo o tipo de lixo que não se pode reciclar, mas os resquícios da escrita, da ilusão adjetiva ainda estão lá. Em uma guerra de vários fronts, guerra sem vencedor, sem noção, sem o sem...
Céticos inquietos, povoam os espaços, e até as flexões diversas, semeiam a discórdia do eu em um envelhecimento sem sentido, cruel, senil de crescimento e jovem em sua plena solidão. Carentes do verbo e do vento, depurando a inércia dos confins de ti mesmo... Corroendo os mesmos caminhos antes percorridos - a vitalidade míngua, a vaidade reina, e a verdade anacrônica em sua essência pátria deixa para trás a velha inquietude dos dias.

domingo, 16 de maio de 2010

Arritmia das Linhas

Pico Cristal - Serra do Caparaó
Fonte: Google/Flickr

Na falta dos meus sinuosos sentidos
Na fala total dos significados do som
Aguardando a volúpia dos dias
Da Lua longe da face nua – fria

E o Sol iluminando mentes sombrias
Na manhã ingrata - distante
Da desconexão com os outros
Nas raízes escondidas da luz

Nasce a isquemia silenciosa
Obscura...
Vácua
Voracidade veloz

Da vertigem silenciosa
Incurável da frágil cidade
Interna de um sonho acalentado
Por arritmias
Nas letras - insólitas de minha morada.

domingo, 4 de abril de 2010

Dias Marinhos - Minerais

Foto: Caramborê - Everaldo Ygor

Estonteantes
São os dias – submarinos, imersos
Vencidos os minutos
Restam as horas - desfeitas

Fracassado o tempo alento
As imagens passam, ficam nuas
Saudades de um emaranhado de estradas tortas
Restos ternos
Falas brancas – confusas no fuso horário
Antigas afugentadas
Complexas águas fluentes - turvas
Salgadas – silenciosas
Mudando sempre o sentido da maré - ligeira.
Na areia à deriva
Deixo mensagens - esculturas minerais

Deixo ela entrar.

terça-feira, 23 de março de 2010

Caminhos de Outono



Na manhã Outonal
Suave veio o Sol
Na boca o prenúncio da fala – é final de Março...
Por aqui
Nem rios, nem oceanos
E assim
A garrafa com a mensagem
Nunca chega, nunca chegou.
Nem a nau dos loucos
Nem a nau pirata




Resta
Só um gole do velho rum
Envelhecido em barril de carvalho
Padece o homem em névoa
Do hematoma na nuca coração
Contemplando, deitado - inerte
Desenhos, passageiros – além
Do céu azul - profundo & belo
Nas nuvens brancas, cheias - Outonais.


Fotos: Everaldo Ygor
Aiuruoca, MG - Jan. 2010.


domingo, 28 de fevereiro de 2010

Doce desEncontro

Foto: Everaldo Ygor - Aiuruoca

Doce desEncontro
Tentar escrever poemas
Tentar os outros – outras
Em relevos distantes, nas estradas
Montanhas
Praias desertas

No engano
Onde o rio encontra o mar
Escrevo acordes que não acordam
Sem abraços traços
Na inércia que o esquecimento trás
Sem consolar
Meu verso atravesso – travesso crespuscular
Narra o sonho e o real distantes
Não enche de paz
O coração vazio de sangue – instante - ardil
Que a chuva não trás

Amanhã virá - ao som da alfaia
Com ares de profundo prelúdio
Semeando vazios no mundo
Perdido, perdido sempre...

Despeço de longe
Vertendo horizontes
Nos lentos caminhos
Da vez – sozinho

No aceno da brisa amena
São falas do exílio
Desencanto circular em flor
Do aceno que não fiz

Extintas camadas – profundas
Extinguem ideais – não faço morada
Ilusão do caminho em mim
Desfaz esperanças em opostas jornadas
Para o começo
Do fim...

Everaldo Ygor - Fevereiro - 2010.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Renascimento de um Poema

Foto: Google

Renascimento de um Poema
No relevo das linhas
Alvas & Escuras
Reinam o tempo das festas
Do consumo, do Natal do Velho Ano Novo
Real e sublime ilusão
De Guerras em movimento
Fértil será a nova estrada
Que perdure então a sensação do Poeta
Conduzindo suaves e tensas poesias
Cheias do vazio dos dias, transbordando o coração
De quadras que não mais existem
No momento da ausência total das letras
A revelação da luz crepuscular
Suaviza a presença da carência das rimas
Das métricas – da compreensão – do desenlace
E ao olhar - no sentido das direções
Um clarão Azul renasce - ansioso no aceno do sonho
Por um sentimento confuso.
Reflorescendo páginas - do então
Perdido & aberto livro da existência.

domingo, 8 de novembro de 2009

FACES & FARDOS

Fonte: Google
Em cada caminhada, nas ruas, na mata – no espaço
Vácuo
Quando encontro faces
São caladas, mudas, ébrias na mata densa
Emitem o tom de tombar
Miséria da escrita toda
No isolamento em capelas espinhosas
Da janela contemplam – a ilusão da varanda de cristal
Ao caminhar demais, com os pés em chamas
O pulmão cansado – O coração extenuado
A senda ameaça a voz árida
São passos ermos, trilhas vazias...
Não encontro o Sol nascente
Passo
Onde vagam códigos velhos
Vago
Pelo poente
Carregando energias de provérbios domesticados - antigos
Fardo
Farda
Peso
Vestindo pensamentos, verves...
Na fuligem do olhar – cansado.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pós-Poesia

Foto: Google
Pós-poesia
O gesto desvenda o mistério da ilusão
Escondidas noites
Em palavras comun-idades
Percurso do tempo
Vai chegando a hora
De iluminar espécies raras
Mas, isso não basta
O segredo
da palavra
está
Só
Ainda são palavras retas...
No clamor cíclico do Poeta
Everaldo ygor - outubros 2009.

domingo, 27 de setembro de 2009

Ladainha da Nossa Senhora da Poesia


Através de nós a palavra cai
Algo sempre passa
Até a morte vertical
Passa, passa, passa...

Na caixa de sonhos
Entreaberto espaço
Longe dos jardins
Gargantas ladeadas pelo Mar
Sempre, sempre, sempre...

Lembranças - hoje aos farrapos
Ficava antes em olhares celestes - agrestes
Devaneios trapos
Vento noroeste
Vento, vento, vento...

No som do esquecimento
De tantas passadas ondas
Abstrato lamento
Que teima - ainda sonda
Eu lembro, recordo, canto e sussurro:
Sonho, sonho, sonho...

Primavera de 2009
Obra: Mary Magdalen in a Grotto de Jules Josef Lefevre 1876.
Obs.
A ladainha deve Ser recitada direcionada para o Sol nascente, sempre as
6h. da manhã durante a primavera usando bruma leve e um gole de aguardente barata.

domingo, 6 de setembro de 2009

Tábua das Marés

Fonte Google: A Tábua de Esmeralda - Hermes o Trimegisto

Tábua das Marés
Água salgada de flutuações solitárias
São lágrimas desferidas sobre humanos
Anunciando juras passadas
Antes...
Sinais em tábuas flutuantes

No desenho precioso - preenchendo espaços
Na mão deixando de Ser vazia
Agradável alado além do sonho

O verso esgota
Silenciosa escrita no turbilhão de ondas
A maré sobe dentre rochedos vagos
Transbordando profusas canções
De um ancestral Blues no compasso Lunar
Inscrição da Tábua das Marés...

Everaldo Ygor - Agosto e Setembro de 2009.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O TEAR

Fonte: Google

1
Hum
Uma
Lufada de palavras
Decompondo vocábulos, transformando em letras, números,
modifica-se em pontos, finalmente desaparecendo...
Engrandece pequenos versos – devota-se ao vazio
Contínua desconstrução do verbo verso seco;
Sapatos
Meias
Cachecol
Um tear que tece fios invisíveis - caminhos
Sensações - pensamentos
Coloridos, tecem palavras...
Preso em madeira, nas mãos - cabem vários mundos

No mistério das cores
Tecelão das letras
Vai sorTear vidas.

sábado, 11 de julho de 2009

Pináculos

Pináculos
Caminhos da imperfeição – nefasto vazio iniciando sua ode.
Ondas em
Campos ermos, letras & pensamentos plebeus - funestos.
Qual o ponto mais alto do vazio da planície mental?
- Quando a força do vento frio esmerilar a face, será o recado sutil da saudade golpeando os sulcos profundos do rosto rústico - limbo libertino.
Metamorfoseando falas, morfologicamente espirituais...
Homofonia, que rima com Seres ausentes nunca antes presentes.
Ecos vaginais transitando em arenas constituídas de becos.
Hastes antes - perfurando lóbulos frontais - itálicos

Tiram o fôlego do recital poético – mudo o mundo vai lanceando.
O lábio inferior desliza no caule letra...
A língua seiva esguia - pronúncia do seu destino
O ar rarefeito termina seu verso no planar suave da travessia
vôo rasante da cursiva escrita.
Ante olhares alheios - na passagem da vida para o espírito livre – preso – sempre!
Lacuna da essência fina que me falta...


Everaldo Ygor - Inverno 2009.



* Obras de Remedios Varo (1908 - 1963) - Bordando o Manto Terrestre e Papilla Estelar.