segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

COIVARA

FOTO: Everaldo Ygor

COIVARA

Ardor do Fogo
Queimou os vermelhos campos do coração
Fumaçou Outros Poemas
Em brasa o Arcanjo Índio observou

Lua Cheia de Instante Lucidez - Insensatez
O Tempo transpôs, tornou-se
Noites de Lua Minguante
Alumiadas pelo fogo - nuvens escuras.
Trovões & Raios
Fumaçou outras mentes
De cinzas quentes
Brasas cáusticas
De ossos envelhecidos - olhos enfastiados
Eclipsadas em Letras Ocultas
Saboreando Sortilégios Poéticos

São lápides de chama
Verticais – Horizontais
Fumaçou verdades perfídias
Vertigens & Depressões Sazonais
Matando a sede de Fogo & Cinzas

Sobraram apenas
Mandingas Antigas & Livros Velhos
A Minha, especial
Poesia Mineral...

Everaldo Ygor
Nos dias alheios de Fevereiro
Lua Cheia - Lua Minguante.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Quimera do Mar

Foto: Everaldo Ygor

Quimera do Mar
Um dia quimérico: O Mar sumiu...
Eu disse:
- Faça como o Sol, apareça!
O vento veio...

Outro dia o Mar desapareceu...
Eu disse:
- Faça como a Lua Cheia, apareça e ilumina!
Veio o Sol...

Dias outros, ele secou
Nem Sol, nem Lua, nem Mar...
Apenas o vento que vem do Norte
Via vento em meu olhar, seu
Via vento em minha face, sua
Movimento ar, armado, aéreo – vazio.

Uma gota do Mar salgado
Doce na face grita – aparece, escorre suave Mar adentro.
Ventos, pensamentos de que
Um dia estive no Mar
Mar de sonhos fixos, rodopios e lágrimas
Reles Sutis Salgadas...

Everaldo Ygor – Agosto/Setembro 2007

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

LICANTROPO

Foto: Nabucodonosor (1795) - William Blake.


Licantropo

Encontrei com ele em minhas andanças nas variantes rítmicas de Fevereiro... Ao ver a fera, tremi e vibrei estarrecido, deixei cair na vala o livro que empunhava: O Lobo da Estepe, de Herman Hesse...
Monstro de poucas falas e faces, bons grunhidos e salivações. Proximidade nem pensar, abraçar poderia custar a vida. Era assim, taciturno, peludo, olhos vibrantes, cinza, garras na mão. Um exótico e raro exemplar de mamífero da face terra, de profundos interiores mentais.
Poderia Ser aquele monstro mítico ou aquela Besta-Fera das histórias antigas, mas não... Revela-se noite no mês que míngua.
Era real, ou quase isso, Bestial por natureza, com ar angelical, aspecto estranho e curioso de anjo barroco... Que Besta! Meio homem meio animal, meio nada, uma Fera completa - qual parte sobressai no Ser, o Homem ou o Animal?
Salivando e observando tudo em noite de Lua cheia, era pesado demais, deixava marcas por onde andava, por onde arrastava a sinuosa cauda. Deixava um rastro de pêlos por onde passava. Medo impregnando as andanças da Fera transformada. Contradição perene disforme & andante da natureza.
Noites longas para sua monstruosidade, para urros noturnos, longas garras esperando pela próxima vítima, esperando em becos de tocaias urbanas, ruas de pura licantropia, bestialidade em todos os abrigos, pêlos elétricos e ouriçados com cheiro de fungo.
Como escapar do escopo das coisas, dos rastros, das Bestas, de espelhos de sombras...
Fazendo uso indiscriminado da arte do chavão e do clichê Bestial, ao caminhar encontrando espelhos em cacos e faces disformes. Só em retalhos dispersos, observo afetuosamente o reflexo oculto recortado, percebo bem que a Besta-Fera... – O Licantropo Urbano não passa de:
Eu mesmo!
Everaldo Ygor
09 & 10 de Fevereiro 2008.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Ungido pelo Santo óleo da Cachaça

Foto: Les Très Riches Heures du duc de Berry Février.

Crônica dos Dias
Nos dias de cada artesão da palavra, uma falange de anjos & demônios zombeteiros passeiam dentro e fora da mente criadora. Na alegria e na tristeza ponho-me a dissertar sobre densos pensamentos, mares de lágrimas e mucosas do mês de Fevereiro. Procurando as nascentes de poesia.
Ungido pelo santo óleo da cachaça vou escrevendo os dias, cada dia sufocado pelo próprio ar, pelo espanto, pela visão lendária. Tomo desse ungüento até o dia clarear, com a esperança insana de bordar palavras em sedas claras no meu santuário sagrado de aniversário.
No auge da embriaguez poética, é possível sonhar em ver vidas e pensamentos através das tuas...
Infinitos horizontes claustrofóbicos, cheios de certezas e dúvidas, é possível ver as cores vibrantes do pensamento, nessa vigília insana eu vou, marcado pelo Arcano 22 do Tarô - O Louco. Errante peregrino vai a passos lentos, pensamento noturno de jardins do céu cada vez mais longínquos. Cambaleante artista artesão da sugestão.
Os matizes são reluzentes, porém não alegres e sim entregues, despojados das folhas em branco, das roupagens frias, emitem ecos de luz no lugar de som.
A vontade é soberana em permanecer dentro do ungüento, impele a vomitar uma seqüência frenética de palavras desconexas. Exorcizando o Arcano 22 em direção ao Mar. Os matizes pegam fogo, versos em chamas com a voz apartada da palavra final. Míope vista que não enxerga o Mar salgado, mas sente a maravilhosa lufada da brisa bendito-maldita. Desperto ao teu redor, redor de versos becos molhados, solares distantes, transpassando os horizontes agora sem ungüentos mágicos, apenas com o Máximo devaneio do doloroso e sepulcral despertar tal qual a insuportável leveza da pena.
Toda essa dissertação desencadeia uma tempestade magnética de pensamentos, ativação mental de ventos da discórdia, relembrando chagas lacrimais. Supremo é o Ser Louco completo em sua plenitude e saber, sem rimar com a vida toda, sem ritmar, sem fronteiras & sem vergonha.
A voz vaga passeia pela via, ascendendo velas, incensos e pagando promessas pelo despertar, pelo paraíso infernal de venturas e suspiros. Que eloqüência errante e sublime essa de dissertar devaneios tão sem sentido, são espelhos oblíquos, iluminados nos dias de Fevereiro.
Everaldo Ygor
03.02.2008

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Apocalyptica

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Invernada Verão

Crônica - Invernada Verão
O verão virou inverno, deixou de acolher as vozes de ternura e poesia. Escureceu deixando de projetar as cores inquietas.
São poucas as nuvens que rasgam...
No silêncio do vento que vem do norte, tento decifrar essa linha tênue e fria que vai até o coração. Sinto que o Sol está lá escondido, fugindo da chuva cinza. Assim a chuva acida não vai arder em chagas reabertas. As palavras íntimas pedem recesso aos olhos comovidos, pois tiveram presença na desesperança da guerra. Os olhos estão secos, sem lágrimas, míopes diante tamanha invernada. Fico sem ansiar pelo anoitecer, muito menos pelo amanhecer, caminho apenas em superfícies mornas sonhando com gestos íntimos de poesia livre.
Ávido é o desejo por um novo coração, nova canção, livre da empunhadura de botas, fuzis e capacetes, espírito novo e purificado, fecundo de novas criações. Para essa estação, minha oferta do dia é um chá de Jasmim, vai acalentar esse inverno, líquido quente que me enternece o chegar, espalha perfume de flores e cores, faz minha voz transpor sombras, olhares, ilhas e fugas.
Sem consciência do que tenho sido, conquistado e imediatamente perdido. A virtude fria de cada manhã faz humilde e trêmulo o Ser que empunha o coração, ás vezes definha, mas mantém o punho cerrado diante o destino dessa invernada. Violento é o tempo que faz dilacerar as próprias palavras, inesgotável fonte temporal, insensível desgasta tudo, versos, Seres e até o inverno rigoroso. Para sair desse frio intenso, só lajeando o ardente Inferno de Dante, lá nem o aço, nem o ferro, nem o coração, nem os dias resistem. Amarga constatação, que recolhe em quimeras frágeis cada olhar. Colhe o soluço frio dos que sofrem. Faces geladas, oprimidas talvez, solitárias gélidas, impedidas de voar. Lírica é a palavra que é caminho, sonho, ternura e vastidão. É poesia!
Na mentira dessa verdade plena, fica o desabafo livre de verão inverno, instante adormecido na invernada que jaz imersa em montanha de gelo ancestral.

Everaldo Ygor
30.01.2008

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Crônica dos Dias cingido com John Coltrane ouvindo a chuva...

Foto: Everaldo YgorCrônica dos Dias cingido com John Coltrane ouvindo a chuva...
Em Sampa já fazem dias que a chuva não para, parece até Macondo da obra Cem Anos de Solidão do mestre Gabriel Garcia Márquez. Dias para se apreciar o Jazz, MPB antiga, bons Livros, fazer Poesia, fotografar a chuva e a Saudade. Escrevendo, preenchendo espaços brancos, vazios sem linhas sem luzes. Missivista dessa intempérie me tornei colocando olhares e lábios diante a precipitação.
Saio na chuva para sentir as primeiras águas, vão aguar meus pensamentos, minha infância perdida, vai inspirar ou transbordar a mente vazia... Depois espiar calmamente pela janela vitral a névoa, a chuva e pessoas caminhando rápido no asfalto. Algumas transpiram gotas, outras recebem livremente em sua face morna gotas serenas. Lento prelúdio de gestos em flores. Nenhuma revoada de pássaros, nem Sol, completando assim o quadro bucólico dos Dias degustando um bom vinho ao som do fraterno Coltrane.
Essa chuva vai regar novas idéias, lavar vaidades, dar vida ao mundo dos vegetais, encher Rios e Mares, alimentar sonhos... As árvores parecem preguiçosas nas calçadas e praças... Mas, não vai regrar a Poesia. Vou viajar na vastidão dos olhos, na imaginação lírica de constelações de palavras e corpos de caminhos inquietos ao som da chuva.
Fazer uma poesia, sem toda essa melancolia, fazer cigano de mim mesmo, navegar na cheia de pensamentos, criar algo novo/velho sem amarras ou grilhões... No transcorrer desse tempo, de batidas fatídicas do coração. Experimento sabores cítricos de beijos, as cantigas de Amor vão tilintar junto aos pingos da chuva, ora fria, ora quente, mas que bela chuva! A Noite a Lua vai Encher, mas só as Nuvens vão contemplar.
Nesse meu hermetismo clássico vou escrevendo envolto ao eterno jogo lingüístico da adjetivação, do simbolismo, da música, da rima e da métrica - definitivamente sem os dois, das palavras concretas, surreais.
Quero Ser um trovador mambembe de folhas em branco, pálidas tépidas. Procurando o porto da calmaria, próximo das corredeiras, procurando expor sentimentos, encontrando poemas perdidos empoeirados, em porões bem fechados. Difícil Arte de narrar pensamentos sem sabedoria alguma, mas com a Sensibilidade de sutis indolentes gotas de chuva, nas imagens sufocantes do Portishead.
Passam nuvens rápidas - Águas livres vão desaguar.
Quando o Ser e sua folha já rabiscada se molharam, entornaram na alegria efêmera, o espírito foi lavado, Seu pensamento era único, um Sonho de um dia deixar de Ser uma cópia Xerox para se tornar uma Folha de Papel
Original...

Everaldo Ygor
18,19,20 e 21.01.2008

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

"Deux Ex Makina"

Foto: Everaldo Ygor
Ela apareceu
Entre Ruínas caminhou
Bata Branca Florida
Tênis roxo andante
Saia Jeans Azul, Bordados Dourados, dourada.
Reapareceu

Caminhou onde Povos desapareceram
Na ponta da Lança
Com Fogo entre as Pernas
Extintos foram
Descendentes sobraram
Procurando & Fotografando almas perdidas...
Auto-encontrou o autoconhecimento
Pereceram
Lembrança teve de Arrazoar com Ele.
Emudeceu
Instintos Medos
Guerreou com Astros Cálidos
Dúvidas de Poemas Inacabados
No Fastígio Teve um Segundo de Paz.
Deux Ex Makina


Poema de 2006
Revisado Dezembro 2007
Fusão de dois Poemas/Foto em Janeiro 2008
Everaldo Ygor

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Vida Simples e Distorcida

Foto: Everaldo Ygor
...Eu
Tu Ele
Nós
Vós Eles

Posso falar, andar e até correr... Ir ao cinema ou teatro.
Escrevo mau e mal o Inglês, conheço uma dúzia de citações em Latim. O Português, modestamente pesquiso meu idioma e língua. Entendo o Espanhol, viajo por ai. Comer, beber, sobrecarregar o corpo e mente de gorduras, ácidos graxos e todo tipo de lixo industrial. Beijar, pintar, abraçar e Amar, sexo e álcool em ciclos de caos. Posso até contar:

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Mais tarde ir ao banheiro.
Somar, dividir, multiplicar e subtrair, pensar e sonhar. Plantar uma árvore, soltar uma pipa e navegar na Internet. Pescar e nadar, sair da cidade ir até o campo. Falar com amigos, família, brincar Ser criança.
Respirar, ler, contar histórias, escrever livros e até fazer poesias. Trabalhar-envelhecer. Fazer Yoga e meditação. Escolas, cursos e Universidade. Prossigo Adjetivando tudo, textos e vidas. Admirando o poente, o firmamento, tirando fotos... Com Saudades Plenas da minha Musa Poesia, de Cidades onde não estive e de pessoas que nunca vi.

Cantar/gritar/rir/chorar.

Transformo-me no Fiel da Balança
Nas andanças vou desequilibrado na Corda Bamba
Trilhando sempre o Fio da Navalha...
Sou assim; sobrevivente sobre Mil Platôs dentro do Capitalismo e Esquizofrenia...
Vivendo durante dias, morrendo durante tardes noites, e no tempo seguinte, renascendo sempre até o ciclo

Falhar e o espelho se quebrar...

Dançando com o universo colorido da mandala alada distorcida.
Na breve existência da Auto-Ilusão...

Everaldo Ygor
Dezembro 2007 – Janeiro 2008.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

VINHO SANGUE

Foto: Everaldo Ygor
Manto vermelho sangue
De vinho em elípticas transparentes
Fogo ao fundo
No findar de mais uma noite
Adivinho o destino.

Mão toda nua
Circunda o manto
Na égide da Lua
Mergulho nas cores difusas
Pulmão de fumaça nua

Circulares poentes, amarelados poemas
Disfarce poético de
Sabores frutados e festas noturnas
Luz de velas, sons aveludados de instrumentos de cordas.
Vozes perdidas escondem desejos
Raízes profundas liberam desejos
Do labirinto vermelho
Nascem
Figuras espectrais dentro e fora do copo

Projetamos o medo do futuro
A doce ventura do vinho tinto seco
De um tempo vivido
Um tempo por vir
Contemplo o tempo cristalino
Em aromas poentes.
Na aurora sensível vinho sangue.

Everaldo Ygor
Janeiro de 2008.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Novo Ano - 2008

Convidados Especiais...
Em 2008 o dia nasceu assim...


Fogo na virada
Queimando vaidades
Dando esperança
Iluminando caminhos.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

FELIZ 2008!


Feliz final de 2007 - Feliz 2008!
Feliz dia de Novo!
Que toda a fumaça se dissipe para que o novo ano, novos dias, novas horas, possam clarear.
Em Beijo!
Everaldo Ygor & Parceiros

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Caixa de Natal




Caixa de Natal.
Essa é a caixa que ganhei de presente no Natal,
Não é a caixa de Pandora, nem uma caixa que contém mensagens de náufragos dos sete mares...
Colagem de dias de silêncio e contemplação.
Colagem de peitos compungidos, pássaros e borboletas perseguidas.
Caixa de ressonância, de pensamentos e vozes rarefeitas.
Lanço meu olhar na vastidão de todos os mares, deslizo meu pensamento em toda sua quadratura.
Apaixonar = morrer.
Pelo Amor de cada palavra, cada foto, me afoguei em poesia.
Senti os poderes do corpo feminino, intempéries que matam devagar.

O que será que veio dentro da caixa?
O mar ondulando desejos...
Água que um dia vai secar...
O Amor...
O vazio...


Um dolente dançar de cores, aromas e orlas.
Um canto de silêncio que convida ao retorno
Pulsando desejos e vidas perdidas.

Mergulho na caixa
Encontro corpos servis
Entre o Sol e a Lua de Belém

Quietude fatal – Natal.
Espero a revelação iluminada
Dos refúgios caixas,
Poemas e falas circunscritas no papelão

Seria a poesia da caixa túmulo ativo de pensamentos
Comunhão
Poesia inócua
Ou
Apenas o Sol de um novo ano,
Em dança frenética de flocos dourados
Enchendo de graça e alegria - iluminando todos nossos íntimos desertos.


Everaldo Ygor
Dias depois da caixa de Natal.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

...Feliz Natal...

FELIZ NATAL!
PAZ
SAÚDE
AMOR
E POESIA
EM BEIJO!
EVERALDO YGOR

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

:Poema Inverno e Dezembros:

Poema Inverno e Dezembros.
Dia amanhece,
Pós noite de fogueira fria...
Pinhas queimadas.
Salamandras e Almas dançando estáticas fotos.
Manhã - desce o nevoeiro - sobem espíritos azuis...
Paisagem verde, amarela, flores vermelhas...
É rio, som cachoeira... Cheiro de café passado, antigo.
É o manto dos teus olhos em noite fria.
Encobertos por lençóis,
Cobertas mentais, minha alma pesada e quente...

Dolente música de pássaros e insetos
Do cello, do violão... Do coração, do ar...
E meus passos na noite fria, em caminhos de velas
Azuis acesas...

De manhã tombam as folhas após batalha de geada noturna, com céu azul.
Sob e sobre o chão
Em árvores nuas
São gritos, meus gritos...
Desta sua ausência, presente sempre!
Imersão melancólica, íntimo olhar.
Mergulho em folhas secas, no teu cheiro, na fumaça, no fogo, no vinho seco em mim, em mim...
Em mim:
Flores, borboletas e escorpiões azuis...
Fotos: Everaldo Ygor
Everaldo Ygor

Junho 2007, revisado Dezembro 2007.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Mar Revolto

Foto: Everaldo Ygor

Caminhos...
Nem sempre levam a água,
Mas...
Podem levar ao abismo ou ao
Mar.

Mar revolto
Transo em águas vadias
Observo borboletas nuas
Belas, descabeladas – loucas

Meu tesão é verso insólito, tensão.
Inunda a pele branca amarelada - revolta
Desejos amantes – antes, incertos
Certos de tensão e vícios
Sucumbindo ao desejo louco.

Escorpião nu
Carne crua, quente e molhada
Espasmos trêmulos, gritos
Línguas sorvendo todas aberturas
Fechadas – venenosos intravenosos.
Mãos esguias como a noite.

Etílicos na boca beijo
Respiração ofegante
Desejos ocultos – cultos
Copos e corpos trêmulos.
Amores Errantes de falos e falas.
Flores vadias,
Erodium Cicutarium.

Everaldo Ygor
Dezembro 2007.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

"Eterno Retorno"

"Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida" (CLARICE LISPECTOR)

domingo, 9 de dezembro de 2007


terça-feira, 4 de dezembro de 2007

"OLHAR"

Olhares
Próximos
Longes demais
Beijos, até mais.

Castanhos verdes, amarelos esfumaçados achocolatados.
Denotam notas
Escalas Musicais de Amor Pefeito - Flor

Profundo
Fundo de Olhar, cílios vaginais claros escassos... Fotos da cadência corporal.
Fundo de olho, funde coração. Pequenas roupas negras, detalhes pratas.
Fundo de corações cansados, amados, abraçados – sentados
Fundo do Mar Coral

*...Pego você em seu colo e na íris não reta, me olha profundamente Sem gemer inunda as minhas pernas, trançadas no teu colo
Esfregar o corpo no pêlo sem chegar na pele, mas senti-la pele...


Voando estrelas, barbas banquetes
Pão esperando amanhecer – Diálogos puros.
Carinhos línguas - em linhas faciais, cabelos fios em linhas da vida.

Everaldo Ygor – 05.12.2007
* Marlene Inês Kuhnen

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

SARAU DO ELO INCANDESCENTE CONVIDA TROUPOETAS

SARAU DO ELO INCANDESCENTE CONVIDA TROUPOETAS

Os troupoetas são simplesmente uma troupe de poetas, que apesar das porradas imemoriais sofridas, das escorregadas e atropelos desta malfadada civilização, ainda sentem prazer nas palavras e sentimentos, no som e nas loucuras da musa das musas. Os troupoetas são uma caravana de anarquistas, místicos, céticos, abençoados, malditos, malucos... Participações de Marlene Kuhnen, Everaldo Ygor, Arreba, Jaimão, Joel, Nanci, Rasta e muitos outros. Apresentação de Rogério Nogueira. Bar do Kbeça - Rua dos Samurais, 754 (próx. a praça Cosmorama) - V. Maria Escondida - Zona Norte - Sampa. 30/11, às 20h (sexta-feira). Entrada Franca. (11) 9769-5194 c/ Rogério

...SARAU DE NOVEMBRO...
- SEXTA-FEIRA, 30.11.2007 -
COMPAREÇAM!

Programação da periferia, na Agenda Cultural da Periferia
http://www.acaoeducativa.org.br/

sábado, 24 de novembro de 2007

.:.Estações.:.


Foto: Marlene Inês Kuhnen

Estações
Poemas felizes
São como as Quatro Estações
Todos nós temos um pouco
Temo de mais ou de menos

Tememos os amores
As liberdades
Um breve sentar a mesa
Um breve tilintar abraço

Para se deixar Amar
É preciso Ser as Quatro Estações
Sonhar ousado
Beijar a mesa
Temer menos
Abraçar & Sonhar mais

Estações para descer, sentir, subir – viajar...

Ultrapassar os lagos salinos.
Ouvir o violino dançar, olhar
Dançar dia e noite - sorrir

Sou filme mudo
Se sou primavera sou amarelo e preto
Verão Sol - preto no branco
Se outono, vermelho e branco
Inverno azul - branco de sua pele.

Everaldo Ygor – Nas Estações – Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro 2007.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

.:.EROTOMANIA TEXTUAL.:.MANIA-EROTA.:.


"... Cada linha tinha sua própria energia e era seguida por outra como ela. A própria substância de cada linha dava uma forma à página, uma sensação de algo entalhado ali. E aqui, finalmente, estava um homem que não tinha medo da emoção. O humor e a dor entrelaçados a uma soberba simplicidade. O começo daquele livro foi um milagre arrebatador e enorme para mim”.
Bukowski,Charles
Foto: Bill Brandt
Ao som do eterno Jazz de Duke Ellington - East St. Louis Toodle-oo, ela rodopiava ao olhar. O som penetrante vai noite adentro. Girava em dança frenética diante a janela semi-aberta, diante prédios e observadores longínquos... Próximo de minhas mãos, próximo de corpos etílicos acelerados, sentia o peito explodir em palavras cantadas, no calor químico, trêmulo, o corpo estava, dava início à jornada de vil prazer, na viril poesia... O pó espalhado sobre CDs e cômodas remete as fabulosas descrições de John Fante; finas camadas de pensamentos e fotografias, livros e borboletas, poemas e prazer. Vidas entrelaçadas, vidas com gosto de cerveja, vídeos desconexos na tela de um computador... O Pó destino das pedras e dos homens, o som ecoa na madrugada, as vozes em decibéis vorazes cantam, dizem juras, dizem verdades, apenas dizem... Em beijos elétricos profundos, em abraços descompassados... Poemas de Blogs de Tantas Andanças. Papos sobre Frida:

“...Y ahora sí maldita bruja
Ya te chupastes a mi hijo
Ya te chupastes a mi hijo
Y ahora sí maldita bruja...”

Movimentos corpóreos, perpétuos, brilhos de cada um, beijos molhados/lambuzados, beijos elétricos, abraços e afagos, a flauta nem tão doce, ecoa em pequenas caixas acústicas... - Ela disse:
- Adorei tirar a roupa dançando, vou aprimorar com cinta liga e corpete...
Pequenos adesivos infantis colados pelo quarto, observavam na penumbra...Um aparelho de som, que outrora tocava o som rouco e chiante do vinil. Na cabeceira esquerda da cama antiga, outra, com cara de símio observa sonos tranqüilos e interrompidos... Estão em toda parte. Dentro do congelador agarrados a uma calcinha picolé, imortalizado gosto... O corpo branco faz renascer o escorpião tatuado, faz de apoio janelas portais, faz jorrar internamente o pensamento gozozo de poemas não ditos. Seios a mostra no horizonte, Seres ouvindo urros noturnos, sorrateiros desejos móveis, movimentos FRENÉTICOS... Agarrada e segura com mãos fortes deixo assinaturas e versos em seu corpo. As velas espalhadas pelos móveis dançam sopradas pela ventania noturna... A via vento balançava o cabelo aloirado, pernas grossas e brancas, joelhos batendo, olhos reluzindo, tudo era dança. A calça deslizando lentamente/bravamente – tourada -, deixando à mostra as coxas roliças, os pêlos saltando, mostrava-os timidamente entre dedos, percorrendo e provocando... Olhos fechados, mãos no compasso do quadril, sobe agora para outro ato de incitação, lançar a camiseta branca ao ar, sexuais provocações... O corpo serpentino em malícia plena, em mim mirava o desejo, rebolado. Umedecido, presto atenção... Bailado hipnótico com movimento de Mar. Percorro lábios e vias interiores. Semi-luz-nus, os corpos iluminados, pensamentos internos externam vozes e sussurros poéticos... Incenso com gosto de sândalo, cheiro da Alma, de almas angustiadas, exalando erotismo e olhares perdidos, libertos naquele momento, presos digitalizados em fotos remotas procuram ansiosamente em compartimentos estanques... Procuram Amor - Instantes de insanidade, de leveza e peso do Ser, compreensões infindáveis que fazem falta nos dias remetidos em carta, em nostalgia invencível da inocência.
A fumaça do cigarro densa, confunde o paladar, olfato contaminado de CO2, cravo e canela... Névoa de pensamentos fazem desenhos perpendiculares ao teto, nas paredes, nas faces, movimenta um Arco-Íris mágico cantado pelas belas cores da criação, condensado em asas de arara, voando em cores e versos, história do povo de Chiapas. A leitura dramática da obra infantil, voz de contralto, torna adulto os pensamentos multiformes do quarto fechado, pensamento da melancolia do Blues, torna suave a visão da fumaça, torna florida a visão da noite lá fora... Cria a ilusão de dias melhores... Noite tardia, corpos cansados na cama, mente vazia, vento forte e chuva na janela madrugada, dia chegando... Na manhã, delírios matinais querem as repostas da existência, saltam das prisões mentais. Repostas? Onde estão todas elas?... Em nós mesmos, na dança, no som da criação, no beijo boca corpóreo, no abraço apertado da penetração, na face olhar, sempre. Eterno retoque a pintura viva que somos nós.

Autores: Everaldo Ygor & Marlene Inês Kuhnen - Dias de Novembro.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

..Encéfalo..

Foto: Joel Santos
Cabeças
São como caixas de ressonâncias
Pensamentos
São cunhas que abrem corações

Nas ruas o vento vira fumaça
Nas matas o vento trás pequenas e grandes mensagens
Ouvimos pouco
Ouvimos fumaça

Segredos revelados ao homem
Nas camas
Nas noites, crepúsculos mentais.
Na face, absorto estou

Versos dizem pouco,
Estrofes revelam segredos,
Poemas sovam corações.
Aos olhos dos outros
Cruel e Belo aos olhos dos outros,
Em todo tempo
Aos olhos dos outros...
E os nossos cansados olhos para onde estão olhando agora...
Para onde?

Everaldo Ygor – 07 de Setembro, revisado em Outubro e Novembro de 2007.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

...Vidros...


Vidros
Recipientes vazios
De água, cachaça e devaneios chuvosos.
Com botões e agulhas
Brancos transparentes
Amarelas opacas

Vidros de qualquer coisa, achados
Transbordando etílicos, perdidos
Flutuando botões
Afundando agulhas. Vazio Só = Áporo

Blues
Glass effect
Day of Good Heart
Desert
Alone but not lonely
Frágeis…

Vidros sem tampa, quebrados
Sem rosca
Usados, reciclados, vencidos... Novos.
Abertos... Sons do silêncio.

E no final, vidros incipientes

Sempre,
Sempre
Vazios...
Everaldo Ygor - 01 - Nov. 2007

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

"Dia do Saci - 31 de Outubro"

Através de Tio Barnabé, um dos seus personagens, Monteiro Lobato descreve o Saci-Pererê:
"O saci é um diabinho de uma perna só que anda solto pelo mundo, armando reinações de toda sorte: azeda o leite, quebra pontas das agulhas, esconde as tesourinhas de unha, embaraça os novelos de linha, faz o dedal das costureiras cair nos buracos, bota moscas na sopa, queima o feijão que está no fogo, gora os ovos das ninhadas. Quando encontra um prego, vira ele de ponta pra riba para que espete o pé do primeiro que passa. Tudo que numa casa acontece de ruim é sempre arte do saci. Não contente com isso, também atormenta os cachorros, atropela as galinhas e persegue os cavalos no pasto, chupando o sangue deles. O saci não faz maldade grande, mas não há maldade pequenina que não faça."
O Saci-Pererê é um elemental da natureza, duende idealizado pelos indígenas brasileiros como apavorante guardião das florestas. A princípio ele era um curumim perneta, de cabelos avermelhados, encantador de crianças e adultos que pertubava o silêncio das matas. Em contato com o elemento africano e a supertição dos brancos, recebeu o cognome de Taperê, Pererê Sá Pereira, etc. Tornou-se negro, ganhou um gorro vermelho e um cachimbo na boca. Em alguns lugares, como às margens do rio São Francisco, adquiriu duas penas e a personalidade de um demônio rural que faz travessuras e gosta de enganar pessoas. É o famoso Romão ou Romãozinho. Na zona fronteiriça ao Paraguai ele é um anão do tamanho de um menino de 7 a 8 anos, que gosta de roubar criaturas dos povoados e largá-las em lugar de difícil acesso. Talvez devido aos vestígios culturais trazidos pelos bandeirantes em suas andanças pelo sul do Brasil, o saci mineiro recebeu, além dessas qualidades do "Yaci-Yaterê" guarani, um bastão, laço ou cinto, que usa como a "vara de condão" das fadas européias. Sincretizado freqüentemente como o capeta, tem medo de rosários e de imagens de santos. Quando quer desaparecer, transforma-se num corrupio de vento.
Para saber mais: http://www.sosaci.org/
Segue dois vídeos no Youtube com clássicos do Saci:
Olha o saci !
Girasonhos "Olha que eu vi"

sábado, 27 de outubro de 2007

...Lá se vai mais uma Tertúlia...


Tertúlias são episódios surreais, manifestações egoicas de Seres que ainda teimam em vociferar verdades rimas e mentiras métricas... São momentos únicos, do vórtice da criação poética, da embriaguez eterna. A cada Sarau, momentos diferentes, vidas diferentes, vidas ausentes, anoitecemos. Velas, incenso, Seres, livros, tudo preparado para mais um ritual. Poesia, cânticos, representações, fumaça no ar e pessoas girando ao som da viola mágica... Mais uma festa! - Tocar a harpa da criação a cada Sarau, não é fácil, mas a resistência romântica de alguns faz a engrenagem girar, faz a poesia valer a pena, faz declamar os tímidos, os bêbados, os transeuntes, as almas nem tanto penadas... Sempre renascendo, ele vai... Em palcos, nas praças, nos bares, em todo lugar, ocupando os espaços de direito até o dia clarear. Em breve, mais um evento da discórdia cultural, mais um episódio da saga do Sarau do Elo Incandescente, dos Troupoetas, dos personagens que compõem essa história, dos argonautas do asfalto, das Musas, da poesia das esquinas de nossas vidas. Lá se vai mais um Sarau... Vou aguardar a Lua encher mais uma vez, para transbordar o coração daqueles Poetas que seguram a beleza e o peso da Lua, da Terra e todo o firmamento em suas costas... Poetas andarilhos, pára-raios móveis... Valeu!
Everaldo Ygor – 27.10.2007
Foto: Apanhador de Sonhos - Arte do Cabral - Sarau - Interior do Bar do Marquinhos.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

SARAU DO ELO INCANDESCENTE & CONVIDADOS

SARAU DO ELO INCANDESCENTE CONVIDA TROUPOETAS
Os troupoetas são simplesmente uma troupe de
poetas, que apesar das porradas imemoriais sofridas,
das escorregadas e atropelos desta malfadada
civilização, ainda sentem prazer nas palavras e
sentimentos, no som e nas loucuras da musa das
musas. Os troupoetas são uma caravana de
anarquistas, místicos, céticos, abençoados, malditos,
malucos... Participações de Marlene Kuhnen,
Everaldo Ygor, Arreba, Jaimão, Joel, Nanci, Rasta e
muitos outros. Apresentação de Rogério Nogueira.
Bar do Kbeça - Rua dos Samurais, 754 (próx. a praça
Cosmorama) - V. Maria Escondida - Zona Norte. 26/10, às 20h
(sexta-feira).
Entrada Franca. (11) 9769-5194 c/ Rogério
...SARAU DE OUTUBRO...
- SEXTA-FEIRA, 26.10.2007 -
Evento especial: Festa surpresa do Niver do MC Rogério!
COMPAREÇAM!
Programação da periferia, na Agenda Cultural da Periferia

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

¨FOTO POEMA¨

Fogueira
Foto montagem: Psicodelia Poética
Everaldo Ygor

...Esquinas...

As esquinas
Pessoas, filmes, dias
Roteiros da pseudo-cultura
Roteiros dos pássaros da ignorância

São eles Seres extremos
Pobres e Ricos - Rimas...
Efêmeros Ébrios

Esquinas minhas
Mulheres de dia, Homens de tarde
Tarde demais
Dias demais

Espero anoitecer
Vou enlouquecer
Dai vou ter
Um breve efêmero momento de prazer

Everaldo Ygor
Esquina da Rua Augusta, no bar, nos dias de Outubro.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

LOS HERALDOS NEGROS - CÉSAR VALLEJO


LOS HERALDOS NEGROS
Hay golpes en la vida, tan fuertes ... ¡Yo no sé!
Golpes como del odio de Dios; como si ante ellos,
la resaca de todo lo sufrido
se empozara en el alma... Yo no sé!

Son pocos; pero son... Abren zanjas obscuras
en el rostro más fiero y en el lomo más fuerte.
Serán talvez los potros de bárbaros atilas;
o los heraldos negros que nos manda la Muerte.

Son las caídas hondas de los Cristos del alma,
de alguna fe adorable que el Destino blasfema.
Esos golpes sangrientos son las crepitaciones
de algún pan que en la puerta del horno se nos quema.

Y el hombre... Pobre... pobre! Vuelve los ojos, como
cuando por sobre el hombro nos llama una palmada;
vuelve los ojos locos, y todo lo vividose empoza,
como charco de culpa, en la mirada.

Hay golpes en la vida, tan fuertes... Yo no sé!
CÉSAR VALLEJO

Para ouvir o poema, click no link!
http://www.palabravirtual.com/index.php?ir=ver_poema1.php&pid=339

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Vórtice Cerebral


Vórtice cerebral
Branca
Fulgurações poéticas
Sonhos curvos atemporais

Percorrem fotogramas
Autoramas corporais
Etílicos dias
Máquinas corpóreas

Paisagens nuas
Pensamentos nus
Ornatos poéticos
Brancos
Everaldo Ygor – Sem Data.

Foto: Willy Ronis

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

DIA DO PROFESSOR...

No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida. Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor. - Os professores estaduais de São Paulo, em início de carreira, têm um salário 39% menor do que os do Acre. Enquanto um docente com formação superior e piso inicial de São Paulo ganha R$ 8,05 por hora, o colega acreano recebe R$ 13,16. O Acre lidera a lista dos Estados que pagam melhor seus professores em início de carreira, seguido por Roraima, Tocantins, Alagoas e Mato Grosso. São Paulo vem em oitavo lugar. Pernambuco tem o pior salário, no Acre foi onde as médias dos alunos de 4ª série mais evoluíram. Em São Paulo, a situação se agrava se levado em conta o custo de vida. Um professor que trabalha 120 horas por mês (30 por semana) tem salário de menos de R$ 966 e consegue comprar 4,9 cestas básicas. Já o do Acre recebe R$ 1.580 e compra 12,6. Ou seja, a diferença do salário/poder de compra chega a 60%. Já no Município a história não é muito diferente, infra estrutura deficitária, baixa remuneração, ambiente de trabalho deteriorado, superlotações das salas e ameaças constantes de retirada de benefícios. Segundo o sindicato, professores com nível superior que ingressam na rede municipal tem piso salarial de R$ 621,68. Fonte UOL

domingo, 14 de outubro de 2007

MISSIVA

Foto: WILLY RONIS
...Alcançar asas, parece difícil. Encontrar cadernos e folhas amareladas, reler meus versos, poemas velhos. Procurando resposta sempre... Querendo ouvir pensamentos dos outros, deliciando palavras indescritíveis ao meu lado, ardor de tarde nublada, observando lábios distantes, corpos desnudos, mudos. - Será?
Que a poesia toda vai me proteger do medo do escuro...

Everaldo Ygor - Pensamento 1999, revisado em 13.10.2007.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Dia das Crianças - Mário Quintana

"Quando guri, eu tinha de me calar, à mesa: só as pessoas grandes falavam. Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado para as crianças falarem".

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

#SONHOS#

Sangue
Sonho da Bruxa amada
Vida
Viva do sonho alado
Nuvem
Branca do mito da Paz
Sopro
Inerte da figura que aqui jaz
Árvore
Seca da Primavera
Cor
Bela e azul que cura a mazela
Esboço
Da Paz que nunca chega
Desenhos
Da Liberdade que se apagam
Técnicas
Do desenho sem lápis e papel
Folha
Transparente de papel cor do pensamento
Margem
Pequena do tamanho do assovio
Linhas
Fortes e fracas da nota musical
Imaginação
Fértil de um Doente Mental.
Everaldo Ygor - 1992 - Do Livro Estação Liberdade (Da Existência do Ser) - ESGOTADO. "Foto: Marrr - Mesa Sítio Girassol"

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

..Haikai..

Mente campsare
Corpo patescere
Sera?
Que a mente mentiri...
Haikai – Everaldo Ygor - Out.2007.