terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
"Homenagem Póstuma"
No dia em que plantamos o Peixe Grande, um dos presentes me disse que era difícil esquecer suas histórias, que ao deitar sempre vinham à tona, ilustradas, com os ecos da voz do Seu João. Isso mesmo, não enterramos, plantamos sim a semente do contador de histórias, para brotar mais tarde a fabulosa árvore dos pensamentos... Era um plantador de árvores, estão lá na Vila Sabrina, gigantes nas cercanias onde andou, plantou, contou – existiu, era um gigante. E lá em seu quintal rodeados por árvores guardiãs fazíamos nosso sarau, a Festa da Árvore.
Foi um guerreiro, um anfitrião, venceu várias vezes o seu marca-passo que teimava em falhar, venceu a velhice com suas narrativas e resolveu passar para outro plano assistindo TV junto com a sua família... Um dia antes, a Naomi, a cachorra da família se foi, antecipando e já fazendo mais uma história para o Peixe Grande, um de seus últimos repertórios nesse mundo.
De suas histórias, de jagunços, tiroteios, assombrações, festas que resolveram acabar e acontecimentos fantásticos nas estradas Brasil adentro, ficam encravadas nas mentes de quem o conheceu, e agora vamos multiplicar suas falas lançando os ecos de suas histórias e falas em todas as cercanias possíveis e impossíveis.
O filme Peixe Grande, de Tim Burton era a sua biografia, era personagem e contador, Seu João era uma bela fábula contada em voz mansa com tom interiorano, narrativas floreadas e vida simples como deve Ser... E a sua foto em semelhança com Kaspar Hauser e seu enigma, segurando a Santa com seu olhar penetrante. E o par de calçados, lançado nos fios de alta tensão, estão lá, em frente a sua morada, a nova, a velha, só os verdadeiros contadores é que sabem seu significado, enfim não precisava escrever nada, tinha o dom das palavras, da oralidade e isso já basta... Visto sua foto culminante - ai em cima, ai no alto – bem no alto... E como dita a tradição das antigas - bebemos Seu João no mesmo dia, na mesma hora. Lá estávamos todos nós, a sua volta, sem o rio em nossa frente, com a família, amigos e ouvintes incautos do Seu João, a terra caindo sobre a madeira e nós sobre a terra caminhamos mais uma vez...
Diz a lenda, Africana - que nas profundezas de todo rio mora um Peixe Grande. Cercado sempre de peixinhos menores e invisíveis o Peixe Grande é o guardião do Rio, enquanto ele estiver presente nada de ruim pode acontecer com o Rio ou com sua fauna e flora.
Adeus, até mais Seu João...
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Everaldo Ygor
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19:39:00
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
Línguas
Foto: Everaldo Ygor - LínguasOutono sono
Veias vazias
Sonhos lutos
Reflexos vagos
Vozes gestando invernos...
- Línguas
Nublados ferventes
Selvagem distância
Incerto tempo
Instantes vivos
Alucinada realidade.
Everaldo Ygor - Quaresma 2009.
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Everaldo Ygor
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21:21:00
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sábado, 14 de março de 2009
Dia Nacional da Poesia, 14 de Março...
Mãos do meu sobrinho e afilhado Luan
Bagunça & Poesia!
14.03.2009
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Everaldo Ygor
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09:55:00
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sábado, 7 de março de 2009
(Tibouchina Granulosa)
Navegam intrusas em folhas e telas
No mistério do não escrito
E as flores, as cores, os sós
São repletos de “Eu” - migratórios...
Ao contemplar Serras & Cercanias,
Em outrora época do ano
Algumas árvores ficam repletas de flores:
As Quaresmeiras,
As flores aparecem apenas durante a quaresma
São lindas cercanias
Ainda - algumas não nascem
Inspiradas no irreal mistério do não florir.
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Everaldo Ygor
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11:01:00
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
'Límpidos Torpores'
Foto: Vladimir Kush Límpidos torpores
Dos
Dias são assim...
Ilustrados com sonhos travessos
Aflitos Seres
Distantes sonhos
Do Tempo em um instante
São Seres distantes
Do Luar – longe quase sem ar
São lugares de rimas inermes
Onde o Rio encontra o Mar
Sem força para respirar – consolar
No remanso do sonho
Procurando Oásis
Ainda risonho & descolorido
Estéreis instantes
Quando a ilusão alcança
A dança
Do epílogo da jornada marinha.
Everaldo Ygor - Fevereiro de 2009.
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Everaldo Ygor
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18:28:00
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
.'.Fogo Sagrado.'.
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Everaldo Ygor
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20:13:00
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
CHUVA, ANDANÇAS & FOTOS
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Everaldo Ygor
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13:21:00
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domingo, 28 de dezembro de 2008
Fotos Ofegantes
Espírito sonhei – Um dia ganhar
Presentes de melodias
Aqui – ao lado das ruas
Sem almejar estar
Seguindo caminhos & mesas
Embalado por canções antigas
Ao som de pingos de chuva
Fotos Ofegantes
Procurando salvar emoções
Que ainda restam
Na surreal contagem regressiva da idade
Do tempo
Observando redes & comprimento de onda
Avelhantado em Natais e Realidades ausentes
Ora triste - Ora Poética
Vou orar...
No olhar da fraca visão – pesar
Vendo a vida
Vendo a vida passar
Vendo a realidade surreal
Do tempo por vir
Ano Novo – Velho Poema
Desencontro as letras
Encontro o ato
De criar Poesia.
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Everaldo Ygor
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12:57:00
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Solos
A palha debruça - consome
Ventos restaurados extinguem as cores
Mas,
O aroma do mato dentro estende
De longe em passos débeis
Caminhamos
A seiva floresce o caminho
Borda o cesto vazio de Luz
Cheio de pensamentos & poesias
Cheio de bordas entremeadas
E as asas esquecidas - aquecidas
Dentro do quase círculo - Fios
Semeia
O letárgico sono da observação
Do olhar
Do bordar fios - cantigas
Em Preto & Branco.
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Everaldo Ygor
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21:41:00
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domingo, 28 de setembro de 2008
O NÃO LUGAR
Ao parar de Sonhar
Dentro da mente - Cercania de Dias
Sonha o vento crepuscular na face da Multidão Solitária
Assim
Anoiteço pensamentos.
Everaldo Ygor - Setembro de 2008.
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11:42:00
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domingo, 31 de agosto de 2008
OLHOS NEGROS
Entra e sai de portas móveis
De bares e líquidos internos
Externos
Abre & Fecha
Abre & Flecha
Ao Olhar de dentro
Podemos ver o de fora
São raios catódicos de olhar
Matam ao aproximar
De saudade liquida - líquida face – sólida lágrima
São espasmos poéticos dos dias
Novas
Velhas
Andanças
Sem aventuras - que não trazem o passado - futuro
Trazem - Olhar
De
Dois olhos negros...
Dois olhos - negaram
Dois negos - negou
Duas faces...
Dois olhares
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Everaldo Ygor
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11:07:00
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
Garganta
Existe uma ladeira muda
Fica atrás de uma janela entreaberta
São
Sussurrando
Sussurrando
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Everaldo Ygor
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09:02:00
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008
ASTRO REI
Contorna & voltaContinuamente, gira voltando sempre
Inquieto
Bailando no ar, movimenta - tenta...
Que fosse então
Uma rajada de beleza
Constante
Gostosa
Fico – então...
Contemplando estrelas
A Lua...
A brisa inusitada
No Aforismo de pensamentos inquietos
Transmutado em funesta criatura
Vou Demarcando Sopros
Perpetrando sempre o regressar
Volta sempre, traz novas evidências
Em forma de vento breve...
Em aura continua, mágica folhagem arremessa, vai.
Lava a terra, lava expressões – leva missivas precisas
Em mim, no ar, nos arrabaldes
É só...
- O preciso, precioso “Vento”.
Ao "SOL"
Reinando nas cinco direções
O Astro Rei vai iluminando trilhas
No quinto caminho
Sob e sobre nossas cabeças - Inícios - Recomeços
Ao meio dia
Não existem sombras.
Everaldo Ygor - Julho/Agosto 2008.
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16:25:00
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Da Arte de Escrever Cartas & Sonhar...
As cartas são mágicas, algumas esquecidas - aquecidas, outras perdidas no Tempo, quando remexo cartas antigas dos meus pais, encontro um recorte da história dos homens, da escrita, do Amor, da saudade, da surreal Arte de Escrever Bem... Amareladas com letras magníficas, papel pautado, cheiro envelhecido, cheias de graça & contornos que ninguém mais faz. Uma aula de caligrafia, um capricho só... Arte pessoal da relação da folha em tom cândido com as idéias em formação, com a emoção. E os selos antigos/novos, cada um com sua data de comemoração, “olho de Boi” e outros tantos, pequeninas artes adesivas que marcam ao olhar, basta um circuito na Praça da República em São Paulo, no Domingo, para ficar imerso no mundo dos Colecionadores de Selos... Os envelopes, grandes, médios e pequenos, timbrados, internacionais, coloridos, uma viagem poética aos sentidos todos. As cartas das crianças e adolescentes, cheias de cores, adesivos, papel colorido, papel especial de carta, com personagens diversos, papel reciclado, mimos que poucos hoje em dia ousam fazer, ousam vivenciar, quando me vejo aqui, em frente ao computador, na gélida tela dos dias vou dando bordoada no teclado, o cálice da escrita jorra em minha face, a saudade de preencher folhas alvas, de errar, corrigir ou recomeçar uma nova carta, amassar o papel, sentir o lápis ou caneta fluindo no espaço. Não importa, ao acabar essa missiva vou escrever mais uma carta, nem se importando com a paralisação dos correios... Os cartões cada um mais formoso que o outro, sempre preferi fazer os meus... Sim, colagens - aquela arte já esquecida método meio hippie, até já fiz papel reciclado e enviei, me lembro agora quando jovem, fui até a casa de uma pretendente minha e coloquei uma carta cheia de versos de Vinícius de Moraes na caixa de correio dela, que saudade desses tempos que teimam em voltar em nosso adágio... Algumas cartas comprometedoras até, outras nem se fala… E outras tantas nunca enviamos, ficam guardadas em gavetas ou caixas empoeiradas... Vale lembrar o grande mestre Fernando Pessoa, na Poesia de Álvaro de Campos:...Todas as cartas de amor são Ridículas.
Um dia desses enviei uma porção de incensos para uma pessoa valiosa, de todos os tamanhos e sabores, foi o presente/carta mais “perfumado” que já enviei, junto um cartão artesanal, com papel reciclado e colagens, com um poema de minha autoria, enfim cumpri minha missão... Hoje, tudo frio, distante, gelado demais, emails, Blogs, celular ou telefone fixo, ao vivo quase nada, poucos abraços & beijos, e cartas escritas do próprio punho menos ainda, sem dúvida a tecnologia informa, mas pode distanciar também... Existem alguns filmes e livros que valem a pena serem apreciados, como o Surreal “P.S.: eu te amo” de Richard Lagravanese, onde cartas póstumas emocionam e ilustram o roteiro... E “A Carta Anônima” de Peter Chan, com a ótima trilha sonora de Roy Orbison, onde o roteiro gira em torno de uma carta de Amor anônima... Para conhecer a Arte do Calígrafo, recomendo “O Livro de Cabeceira” de Peter Greenaway uma viagem na sedução e caligrafia oriental, o cheiro de papel branco é como o odor da pele de um novo amante... No Brasil temos o já conhecido “Central do Brasil” de Walter Salles... E os Livros, não podem faltar, verdadeiros clássicos como “Cartas a um Jovem Poeta” de Rainer Maria Rilke, e As Mais Belas Cartas de Amor de Kahlil Gibran, entre tantos no Brasil, ressalto a bela obra “Correspondências” de Clarice Lispector, Cartas de Machado de Assis e Euclides da Cunha e De Poeta para Poeta – “Correspondência de Cabral com Bandeira e Drummond”. Existem outros, muitos outros que vou deixar a sua escolha meu caro leitor... As cartas carregam o coração. Por isso, mãos à obra - escreva uma carta já!
Everaldo Ygor – Julho 2008.
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Everaldo Ygor
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08:58:00
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sexta-feira, 27 de junho de 2008
“Antigas Verves”
The Holow Men
T.S. Eliot
– As mãos dadas na varanda, nessa jornada ao relento dos dedos cheios de ondas, cheios de anéis, afeição & cheios de água sangue.
O que a face dela entrega?
O que o olhar dele diz?
O que T.S. Eliot fala?
Em que época está situada na inusitada linha do tempo, em 1917 na Revolução Russa ou 1968 na utopia de revoluções inacabadas, perdidas no surreal tempo da cultura Hippie - acho que não... São personagens das Crônicas dos Dias – camponeses dispersos - andarilhos luminosos astrais, informais, até perderam o brilho e na certa foram e são Poetas. Instante volátil & infinito, faz meus olhos e ouvidos sentirem o breve cochicho dela para ele, de súbito desperto do devaneio louco, tomo mais um “tinguá” - e deslizo a mão trêmula sobre o teclado. Ao fundo um girassol - acho graça, cena forasteira, mas que foto estranha e suntuosa... Faces pela metade, corpos pendendo para os lados. E o Senhor do Tempo sempre cumprindo sua tenebrosa missão de envelhecer fotos & Seres, escritos e poemas, preenchendo espaços de saudades que não voltam mais, lento impôs ao meu Ser essa imagem terrena, nem Lua, nem Sol, entardecer em Preto & Branco Envelhecido, dentro e fora de mim, no espectro do descompasso do meu coração, assim encanta. Transcender essa desconexa redação, transformar em Poesia o que já é Poesia, é absurdo do final dos dias, talvez todas essas linhas sejam inúteis, e somente, tão somente a foto, só é - poesia original.
Mas, ao olhar mais uma vez os rostos pensativos, as nuances, a paisagem, as vestes, sombras penetrantes dessa foto canção, o coração fala das dores de Amar, armar pensamentos para viver, da beleza abstrata contida naquele instante, tranqüilidade, cumplicidade, elementos essenciais para o poetar. Sua Verve é inesquecível, motivo de adjetivos diversos - inesgotáveis para descrever os imóveis Seres de Chapéu de Palha... Enfim, podem Ser - Matamoros, da Fantasia da obra de Hilda Hilst – Tu não te moves de ti. Todas as vozes internas de homens, mulheres e fotos... Paro por aqui - depois de tanto tempo, na angústia de escrever símbolos, lutando para que outros parem de lutar, polindo o pó da estrada que impregnou as vestes negras, na emoção humilde que nada sei, senão a infindável arte de adjetivar, caminhando sempre para o encontro inevitável e inesperado com o velho e imortal Tânatos...
Janeiro até Junho de 2008 - revisado muitas, muitas vezes...
Everaldo Ygor
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Everaldo Ygor
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12:33:00
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terça-feira, 10 de junho de 2008
Estado de Permanência
Permanecer imóvel
Lá as nuvens vão indo
Permanecer imóvel
As ondas rebatem no rochedo
Permanecer imóvel
As ondas recortam as areias
Permanecer imóvel
A estrela cadente rasga os céus
Permanecer imóvel
O vento
Permanecer imóvel
Os animais
Permanecer imóvel
As árvores
Permanecer imóvel
As rochas & montanhas
Permanecer imóvel
A liberdade
Permanecer imóvel
Os homens
Permanecem imóveis
As estátuas
Parecem se mover.
Do Livro Estação Liberdade (Da Existência do Ser) - 1992
De Everaldo Ygor - Poesia Concreta
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Everaldo Ygor
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15:28:00
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terça-feira, 3 de junho de 2008
LINHAS CONCRETAS
Imagens
Observe essas linhas
Viva estas imagens
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Observe bem não é um dogma
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Agora mais uma vez
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_______
Já está dando para perceber
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____
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_____________________
Que
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____________________
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_________
_____
__
São apenas linhas...
Do Livro Estação Liberdade (Da Existência do Ser) - 1992
De Everaldo Ygor
Poesia Concreta
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Everaldo Ygor
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13:42:00
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terça-feira, 27 de maio de 2008
LIBERDADE CONCRETA
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Everaldo Ygor
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16:21:00
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terça-feira, 20 de maio de 2008
Zélia Gattai, Jorge Amado & Borboletas, Lembranças e Homenagens...
Nesse mundoEm outros – talvez...
Existam borboletas
E também
Existam gaiolas
E nelas
Nas gaiolas abertas,
Alguns pássaros vêm saciar a sede - a fome
Alguns apenas por alimento, outros por linhas e cores.
Outros, ainda
Com asas fraturadas
Buscam apenas
Palavras & Versos - o alimento.
São Gaiolas abertas, fechadas, semi-abertas, serradas...
São apenas os pensamentos...
E as Borboletas, antes casulos.
Vivem rápido...
Como poemas breves - efêmeros
Borboletas vivem dois dias,
Duas semanas,
Seis meses e até um ano...
Eu vivo poetando...
Será que Jorge Amado e Zélia Gattai viveram muito?
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Everaldo Ygor
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17:05:00
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terça-feira, 13 de maio de 2008
"Versículos Hibernus"
Surpresas são hordas de toxinas
Era a vez
Foi quando
V
Que exemplo os seres que voaram deixaram...
Um de Amor
Translúcidas mãos e asas – escritos tortos.
Longe da bondade
São melodias ao Sol – Melancolias ao Blues
Aves e Seres
Condenados
Ao regresso
Do Amor
Para mundos de pássaros interiores...
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Everaldo Ygor
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16:16:00
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terça-feira, 6 de maio de 2008
Bailando em Outonos
Nas manhãs dos dias
Sou também esse asfalto - esburacado Lunar
Sob minha cabeça se abre
Sobre & Sob meus pés racha - canal mucoso se estende
E lá longe, bem longe...
Não sou aquele pássaro
Nem os que vem do Mar
Não...
Talvez só as asas - casas
Nem o barco que navega, nem as velas, nem o vento
Sem o leme, sem destino, sem rumo
Mergulho, fecho as asas que não tenho
Brancas e Azuis
A queda é real, longa, sem paradas pesarosas - rosas
Não desejo estar lá...
Tão longe das linhas
O machucado fez antes sangrar palmas aflitas
Coagula a mente, o sangue – cores mórbidas de funeral astral
Outro deserto de lamentos - Outras Andanças
Um pântano - Suga
Alma minha úmida de solidão
Perdida em pastagens fora de sintonia
De
Flores, mares e chuvas...
No Frio intenso de Outono.
Everaldo Ygor
4:20 da manhã de 30.04.2008
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Everaldo Ygor
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10:20:00
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sexta-feira, 2 de maio de 2008
Virada Cultural, Desviradas & Consumo...







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Everaldo Ygor
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09:37:00
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
L e t r a s - C i n t i l a n t e s
Letras CintilantesAs letras,
Os versos,
As lanças - Danças
As gotas
Irradiam sons, cores – erros.
Luminosidades douradas, solitárias
Vertem murmúrios luzes
Ora prazer – Ora uma boa reza.
A chuva passou, mas seu som não foi incandescente
O sol veio fraco, em forma de alucinação,
nasciam sonhos
Distante inenarrável
Incompleta ode
Ruído voraz vagueia
Silencia a vida passeia...
Não quero rimar
Nem remar, quis poetar
Águas ressoam frestas cintilantes – Abarrotam Linhas & Crateras
E o desejo rodopiando letras remanescentes
São nascentes de destinos bailarinos.
Nascemos para dançar, para bailar...
De 19 até 23 de abril 2008.
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Everaldo Ygor
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09:59:00
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
REFLEXOS
Respiro
Recordações, brincadeiras – O tempo
Coisas que eu nunca mais encontrei
Inquietude como barcos antigos
Vou entoando canções cristalinas
Enfrentando maremotos tortos
Sonhando no porvir
Impotente, incoerente – inquieto eu sou
Movimento involuntário
De gostos & olhares
Na água
Na luz que ilumina
No traço - escrevo
Eu faço
O porvir...
Surgirei Alfarrábio!
A beira Mar
No Bar
Andar
Pescar
Margear
Clareza
Faz da flor Pássaro fortaleza
Fez da letra firmeza.
Pés descalços – desamarrados - desarmados
Acalentando Prantos – Sonhos - Soltos
Encantos Claros & Escuros - Cantos
Andando em Gargantas entaladas, Lágrimas fluídas
Cantando
Amores Férteis
Encantos Breves
Indefesos
“Matos”
No reflexo da água
Da minha face
Vou
Voar, voar, voar...
SER
Ar.
Everaldo Ygor
Pescarias & Águas – 11 & 13 de abril 2008.
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Everaldo Ygor
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quarta-feira, 9 de abril de 2008
ANDANÇAS...
Capítulo I O encontro foi para ver teatro de Rua na Praça da República, sexta-feira á tarde, Assembléia dos Professores Estaduais, começa a garoa, a peça foi adiada, tempo frio, aportamos em um bar “sujinho” próximo a praça, duas doses de conhaque com limão, novas andanças...
Já em outro ambiente, Eu e Mar, estamos no Espaço Cultural Cine Olido, para ver o Documentário é tudo Verdade, terminamos assistindo - O Talentoso Ripley, de Anthony Minghella - afinal é tudo mentira... Espetáculo surreal, pessoas surreais, antes do início da película, uma briga intensa dentro da sala, seguranças e os dois "personagens" expulsos da sessão, o que mais poderia acontecer? Ao lado a famigerada Galeria do Rock, lotada da comunidade do Rock, concentrando para o espetáculo do Velho Ozzy em São Paulo, e a polícia rondando para averiguar a denúncia de que alguns “emos” foram hostilizados por lá...
Ao rever o filme ficamos extasiados, o Jazz, a fotografia, o ritmo vertiginoso, reencontrando o engenhoso Ripley que sempre esteve escondido em nossos porões...
Ao final, uma parada para uma cerveja, um debate, uma pinga com limão, uma análise regada com álcool e nicotina afetando o córtex pré frontal para o debate intenso que caminha em direção a existência e ao prazer do Ser.
Fui chamado de Livro, muito lisonjeiro isso - esse novo/velho apelido em meio ao manto do álcool, a discussão acalorada de passados recentes, de filmes, de Amores, de Poesia, de fotos marcantes nas vidas passadas, viagens & nos adjetivos diários, submersos em afagos e contos... O tempo foi passando e a cheia de aguardente e cerveja aos poucos dominando mentes cansadas, transbordando corações e mentes afins...
Capítulo IIIDe Metrô atravessamos a cidade, vagões lotados, bundas na face, ao chegar poucas palavras, um caldo para aquecer, “Brodo” na madrugada, os sabores, os cheiros, são eles que nos transportam, transbordam de alegria e desejo, viajamos para mundos melhores, belos, sensíveis, beijos longos, incenso e vela, murmúrios e sons, volúpia e prazer até o dia clarear...
Capítulo IVQuando Nietzsche Chorou
Janis e John & All About Anna
Manhãs são curiosas, misto de ressaca e prazer, alivio e sede, risos e exibições, biografias, fotos e vidas - são assim simples como devem Ser.
Passado, presente – a tarde chega, chega com filme forte - Quando Nietzsche Chorou – O filme mostra o excêntrico encontro entre Nietzsche, Freud e o médico Josef Bauer, promovido pela sedutora Lou Salomé... Em um momento do filme Nietzsche afirma que “nossas vidas continuarão se repetindo infinitamente para todo o sempre, exatamente da mesma maneira como as estamos conduzindo agora”... E não é só isso, é muito mais - é um emaranhado de citações que nos deixam pasmos... O filme é uma viagem ao subconsciente, pois esse encontro hipotético nunca ocorreu, o que ocorre é um encontro dentro das mentes de leitores e espectadores do filme ou do livro, leva a reflexão da solidão, de Amores, da estrada, da família, do intelecto, enfim da vida toda... São nessas telas, nesses debates que existimos.
O tempo passa, fôlego, água, pequenas doses de pinga com Mel, uma soneca, corpo e mente nem tanto revigorados... São eles: Janis e John, de Samuel Benchetrit outra fabulosa história, uma trama que de início parece uma comédia, depois se transforma em uma bela e comovente história de vida, o retorno de John Lennon & Janis Joplin - que também leva a reflexão dos relacionamentos, dos dias, das vivências e experiências, libertação, música e criação... Marie Trintignant, que canta Kozmic Blues no filme é atriz principal e faleceu logo após as filmagens... Ao final o Erótico e hipnótico All About Anna, mais um sobre as relações, sobre o sexo verdadeiro, encontros e desencontros, relações simples com atores intensos... Enfim todos os filmes com uma fotografia bela, trilha sonora marcante, verdadeiros, que nesse momento atingiram os espectadores de forma mágica, interiorizando sentimentos, expondo emoções, fazendo crescer e caminhar por terras distantes... Ao final desse filme, outro encontro dos corpos, agora para sentir juntos, ao mesmo tempo os mais belos e intensos momentos gozosos da existência, ao final um sorriso...
Lição de Casa ou Resumo de Textos
Resumo dos Textos
Pela manhã, deitada em cama caída, os olhos se abriram, espreguiçou o corpo, leve sorriso em lábios finos, esfregou os peitos em costas peludas. Levantou-se, olhou o dia que ainda parecia noite, e num exato segundo toda a escuridão lhe invadiu; lembrou-se em um susto, que era domingo.
Foi a cozinha, a água para o café, o bolo do dia anterior esperava a ser degustado...
Conversa rápida de despedida, caminhos chuviscados até o ônibus, até o mercado...Compras para a semana.
Os filmes assistidos, que a princípio, parecia uma leve comédia para descontração, mostrou-se superior ao esperado. Reflexões da vida, dos caminhos sem pegadas, um forte blues...uma lágrima de homem e uma estrada retomada.
O segundo agora mais picante, causador de arrepios na pele...O gozo chamando, esfrega, invade delicadamente a mente atenciosa na tela, UFA...Começa a dança, um gargalho espalhado pela casa, dois corpos satisfeitos tomados de energia nirvânica.
Agora é domingo, lá fora a chuva grossa cai...
Marlene Kuhnen 05/04/2008
Capítulo I ao IV, Fotos I, II, III e V- Everaldo Ygor
Capítulo V - Foto IV - Marlene Kuhnen
Ao som de Marie Trintignant Kozmic Blues:
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Everaldo Ygor
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terça-feira, 1 de abril de 2008
"Brava & Gostosa"
Brava & Gostosa
Perfumada
Atravessa até o Leste
#
Ao vento...
Cachos quase Louros - Na rua
Olhos pintados - Pretos
Lábios finos – cachaça & cevada
#
Cheiros e trejeitos
Veneno nas veias e falas
Comida colorida ao prato
Graciosos montes - Peitos
Refresco de flores a mesa
Água de Jamaica
#
Filme raro na tela
Corpos
Filme raro no computador – Libertinagem noite adentro
Copos
Tem barco dentro do pote aromático
Tem borboleta no banheiro
Poema oculto no caderno
Máscara na sala – Não é Quetzalcoatl...
Tem gato na calcinha
Tem gato no telhado
Gato dentro da cabeça
Tem dúvida no coração.
#
30.03.2008
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Everaldo Ygor
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quinta-feira, 27 de março de 2008
O Monjolo, Palhaços & Khalil Gibran
O Monjolo, Palhaços & Khalil GibranAo sair para uma caminhada matinal pelo bairro, observo crianças fantasiadas indo para a Escola, sim pequenos e graciosos palhacinhos dando paços curtos fazendo momices matinais... Hoje, 27 de Março é o Dia do Circo, Dia do Palhaço, paro e fico apreciando a cena surreal, gostaria de me vestir assim... Caminho mais um pouco, sento em um banco de uma praça e observo calmamente trabalhadores carpindo o mato, o movimento, a voz, o som das enxadas, o cheiro, o calor...
Reporto-me para a estrada, as viagens que marcam a gente, lembro que um dia encontrei um Monjolo, isso mesmo, aquele para bater feijão, milho etc... Coloco então todas as minhas palavras dentro desse Monjolo imaginário e fico ouvindo o som do martelo de madeira, impulsionado pela água, socar, bater e bater, transformando palavras velhas em novas, em pensamentos, em devaneios matutinos...
Apenas o Sol iluminava esse Monjolo, pela janela, pela porta sempre aberta, era feito de barro, pau a pique, ao lado margeava um pequeno fio de água, suficiente para impulsionar a roda de madeira...
Hoje o Monjolo que eu conhecia não existe mais, ele ruiu, só escombros, as intempéries e o descaso humano acabaram por colocá-lo abaixo...
A consciência aos poucos retorna, o Sol já quente ofusca a visão... Saio devagar, observo ao chão um desses bilhetes da Loteria Federal, impresso nele a seguinte mensagem:
- Homenagem aos 125 anos de nascimento do pintor, escritor e poeta Khalil Gibran
Incrível & surreal manhã ensolarada na periferia de São Paulo – O mestre Gibran morreu em 10 de abril de 1931, segue um poema seu:
"Ainda ontem pensava que não era"
e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim.
sobre a margem infinita
de um mar infinito."
"Eu sou o mar infinito,
e todos os mundos não passam de grãos de areia
Foi quando um homem me perguntou:
Kahlil Gibran
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Everaldo Ygor
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16:18:00
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terça-feira, 25 de março de 2008
SONHOS
Ao sonhar
Senti a brisa entrar por uma fresta
Quando você chegar
Sei que vai entrar sem bater
Suave vento movimenta
Entrando
Digo-lhe
- Pode sentar
Sentando
- Pode morrer
A brisa toda se espalha
Voa, flutua, senta...
Assim no repouso – sentado
Pode até morrer
*Rama - amaR
Assim no pouso – dos livros
Também estou morrendo
Saberei apenas
Que o invisível vento
Entrou por Amor
Sentou-se
E mais uma vez
Por Amor morreu
E assim ouso
No vento, na brisa
Entrando sempre sem bater
Saindo por frestas
Escrevendo futuros
...Morremos nós...
Renascemos Estrelas
Ao acordar.
*Dedicado ao magistral escritor, visionário & criador de mundos - Arthur Clarke
1917 – 19 Março 2008.
Everaldo Ygor – 20 até 24 de Março 2008.
Ao som de YO-YO MA
Foto: Michael Parkes
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terça-feira, 18 de março de 2008
"MNEMOSYNE"
Mnemosyne
Musa das Musas
Dá-me o poder da vidência
Para que eu possa
Prever
Meu próximo
Verso
Clareia minha mente
Nem passado
Nem futuro
Apenas
Memória & Esquecimento
Vou até a Boca do Inferno
Na Boca
Beber das duas fontes
Lethe & Mnemosyne
Nos domínios Da Noite - Da Boca
Vou adentrar
Encantar
Não ao presente efêmero
( v a z i o )
Revela-se o passado
Revela-se o futuro
Morrem os dias
O Pensamento se esvai
E na égide de seu domínio
Nas esferas do além, da fantasia, da ficção
Um Sim da Poesia
Mas,
Não me lembro...
Mas, recordo-me
Penso que
Já esqueci.
Everaldo Ygor – 17 e 18 de Março 2008.
Ao Som de: Sigur Rós
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17:59:00
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quinta-feira, 13 de março de 2008
"MOVIMENTO"
O movimento do Mar confunde...
Não sei se trás ou leva os sonhos
Tem um ritmo
Música desritmada ao vento
Não tem trajetória
Consomem os dias, as semanas – As horas
Tem Sal, encanto & gosto – Vou comer um pedaço do Mar
Querida sereia
Sozinha vive
A Vida retrai
És Minha viagem
Lado de lá
Festa de cá
Afinado está
Seresta no Ar
Tarde nas encostas
Arde o Sol em seu caminho - meu caminho - carinho.
...Silêncio temporal - Patente Poema
Quietude que me falta – Pestilenta Poluição
Irrefutável certeza – Que a orbe vai para o Ralo
Banal & Mortífero - Relutância
Inspirando Blasfêmias...
Desvendando Livros & Vôos
Janelas águas - Rios & Solos
- Mares, corpos e Lepidópteras
Poético Poente
Ouço uma flauta conspirar – Uma viola dançar
Caminho sob e sobre folhas secas - Secas
Ruídos
Sons - Estalos, estalos, estalos...
São tardes internas
Ouvindo murmúrios do vento
Fados a Tocar.
Everaldo Ygor - Março 2008.
Ao som de Dulce Pontes - Fado Mãe
...14 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA POESIA...
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sábado, 8 de março de 2008
MULHER EM VERSO & PROSA
Mulher em verso & prosa para plantar
Poemas não colhidos
Recolhidos
Nascem inocentes
Flores
De Métrica & Rima
São sementes da voz do silêncio
Por tanto Ser mulher
Para tanto Ser mulher
Templos corpóreos
Desfolhadas, nuas - musas.
Quantas letras nessa vida
Foram perdidas
Esquecidas
Como mulheres em outro lugar...
Achadas em todo lugar
Proferindo Outras Palavras
Tem muitos nomes – Conheço alguns...
Hiato da vida – Raiz...
Em Lugar algum
Lugar comum
Raras como devem
SER
POEMA EM FLOR
SER
MULHER.
Esse poema é dedicado as mulheres...
Em especial as que ousam andar por aqui em Outras Andanças, pelo Mundo.
Participar, comentar & Amar
- Musas em minha Vida:
Raras como devem Ser...
Obrigado!
Everaldo Ygor
6, 7, 8 de Março
.:Dia Internacional da Mulher:.
Obra/Link: Mark Ryden
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Everaldo Ygor
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02:24:00
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segunda-feira, 3 de março de 2008
ALMAS ORGÂNICAS
Orgânicos
Devaneios orgânicos
Pensamentos orgânicos
Da natureza selvagem
São Ficções orgânicas
De longas aventuras
Vulcânicas – Erupções mentais
Do coração
São Dúvidas reais
Do imaginário das ruas
Dos “passados”
Permeiam interiores do corolário
Seres noturnos & diurnos
Das noites uivantes
Livros em covas vazias - rasas
Tiram-me o sono na dicotomia de pequenas doses do dia.
Deixam-me a alma lama orgânica.
Vou Escrevendo sem Brilhantismo
Em busca de brilhantes almas
Brilhantes inteligências – mentes embriagadas
Buscando o som da sutura intermodal secular
Procurando...
Buscando
O meu Brilho
Pensa-se assim...
Encontro-me - Te encontro...
...Nas Mãos...
Everaldo Ygor
Fevereiro/Março
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Everaldo Ygor
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12:42:00
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