sábado, 2 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 14 de março de 2012
Dia da Poesia
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Novo Ano
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terça-feira, 12 de abril de 2011
Poesia Cênica
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
"Pássaroalma"
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10:57:00
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
2010 - 2011
A Poesia
Dez. 2010 até Jan. 2011
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10:03:00
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Ponto Final
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15:17:00
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Agora é Dilma!
Saudações Poéticas
Everaldo Ygor
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21:07:00
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domingo, 19 de setembro de 2010
Peso Bruto
Setembro 2010.
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11:20:00
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domingo, 25 de julho de 2010
A Queda
Caindo e caindo
Algumas pesadas
Outras
Leves como plumas
Vão
Caindo, caindo
Do inconsciente
Da boca
Indo, indo
Cai
Tocando o outro
Pode-se ouvir
O som do toque
De outros silêncios
De todas
As palavras
Caindo
Caindo
Saindo
C
a
i
n
d
o...
Junho e Julho de 2010.
Foto da exposição do Aquilar no Espaço Cultural Banco do Brasil SP.
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Everaldo Ygor
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17:45:00
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terça-feira, 15 de junho de 2010
Inquietude
A inquietude é assinatura das linhas, pulso de vida, pulso das letras todas. Move-se por campos interiores, definitivamente fora do cotidiano, lentamente, mergulha em regiões frias, desoladas de ordem. E o olhar é companheiro, alma sobrevivente em tamanha caminhada, circular e infinita em seu fim.
Tem ecos nas vísceras, no coração, mas também tem raízes de uma árvore gigante, invertida em sua origem. A solidão forja novas velhas criações, fotos e poesias vazias em sua plenitude, feridas no centro nervoso, individuais em sua arte, em seu momento sutil e breve – efêmero arrepio irrigado pelo frio intenso.
O mundo vai consumindo seu tóxico predileto, vai socializando a fumaça, a radiação e todo o tipo de lixo que não se pode reciclar, mas os resquícios da escrita, da ilusão adjetiva ainda estão lá. Em uma guerra de vários fronts, guerra sem vencedor, sem noção, sem o sem...
Céticos inquietos, povoam os espaços, e até as flexões diversas, semeiam a discórdia do eu em um envelhecimento sem sentido, cruel, senil de crescimento e jovem em sua plena solidão. Carentes do verbo e do vento, depurando a inércia dos confins de ti mesmo... Corroendo os mesmos caminhos antes percorridos - a vitalidade míngua, a vaidade reina, e a verdade anacrônica em sua essência pátria deixa para trás a velha inquietude dos dias.
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Everaldo Ygor
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10:09:00
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domingo, 16 de maio de 2010
Arritmia das Linhas
Na falta dos meus sinuosos sentidos
Na fala total dos significados do som
Aguardando a volúpia dos dias
Da Lua longe da face nua – fria
E o Sol iluminando mentes sombrias
Na manhã ingrata - distante
Da desconexão com os outros
Nas raízes escondidas da luz
Nasce a isquemia silenciosa
Obscura...
Vácua
Voracidade veloz
Da vertigem silenciosa
Incurável da frágil cidade
Interna de um sonho acalentado
Por arritmias
Nas letras - insólitas de minha morada.
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Everaldo Ygor
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10:43:00
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domingo, 4 de abril de 2010
Dias Marinhos - Minerais
Estonteantes
São os dias – submarinos, imersos
Vencidos os minutos
Restam as horas - desfeitas
Fracassado o tempo alento
As imagens passam, ficam nuas
Saudades de um emaranhado de estradas tortas
Restos ternos
Falas brancas – confusas no fuso horário
Antigas afugentadas
Complexas águas fluentes - turvas
Salgadas – silenciosas
Mudando sempre o sentido da maré - ligeira.
Na areia à deriva
Deixo mensagens - esculturas minerais
Deixo ela entrar.
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Everaldo Ygor
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18:39:00
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terça-feira, 23 de março de 2010
Caminhos de Outono

Na manhã Outonal
Suave veio o Sol
Na boca o prenúncio da fala – é final de Março...
Por aqui
Nem rios, nem oceanos
E assim
A garrafa com a mensagem
Nunca chega, nunca chegou.
Nem a nau dos loucos
Nem a nau pirata
Resta
Só um gole do velho rum
Envelhecido em barril de carvalho
Padece o homem em névoa
Do hematoma na nuca coração
Contemplando, deitado - inerte
Desenhos, passageiros – além
Do céu azul - profundo & belo
Nas nuvens brancas, cheias - Outonais.
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Everaldo Ygor
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17:20:00
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Doce desEncontro
Doce desEncontro
Tentar escrever poemas
Tentar os outros – outras
Em relevos distantes, nas estradas
Montanhas
Praias desertas
No engano
Onde o rio encontra o mar
Escrevo acordes que não acordam
Sem abraços traços
Na inércia que o esquecimento trás
Sem consolar
Meu verso atravesso – travesso crespuscular
Narra o sonho e o real distantes
Não enche de paz
O coração vazio de sangue – instante - ardil
Que a chuva não trás
Amanhã virá - ao som da alfaia
Com ares de profundo prelúdio
Semeando vazios no mundo
Perdido, perdido sempre...
Despeço de longe
Vertendo horizontes
Nos lentos caminhos
Da vez – sozinho
No aceno da brisa amena
São falas do exílio
Desencanto circular em flor
Do aceno que não fiz
Extintas camadas – profundas
Extinguem ideais – não faço morada
Ilusão do caminho em mim
Desfaz esperanças em opostas jornadas
Para o começo
Do fim...
Everaldo Ygor - Fevereiro - 2010.
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18:47:00
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Renascimento de um Poema
Renascimento de um Poema
No relevo das linhas
Alvas & Escuras
Reinam o tempo das festas
Do consumo, do Natal do Velho Ano Novo
Real e sublime ilusão
De Guerras em movimento
Fértil será a nova estrada
Que perdure então a sensação do Poeta
Conduzindo suaves e tensas poesias
Cheias do vazio dos dias, transbordando o coração
De quadras que não mais existem
No momento da ausência total das letras
A revelação da luz crepuscular
Suaviza a presença da carência das rimas
Das métricas – da compreensão – do desenlace
E ao olhar - no sentido das direções
Um clarão Azul renasce - ansioso no aceno do sonho
Por um sentimento confuso.
Reflorescendo páginas - do então
Perdido & aberto livro da existência.
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Everaldo Ygor
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12:27:00
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domingo, 8 de novembro de 2009
FACES & FARDOS
Vácuo
Quando encontro faces
São caladas, mudas, ébrias na mata densa
Emitem o tom de tombar
Miséria da escrita toda
No isolamento em capelas espinhosas
Da janela contemplam – a ilusão da varanda de cristal
Ao caminhar demais, com os pés em chamas
O pulmão cansado – O coração extenuado
A senda ameaça a voz árida
São passos ermos, trilhas vazias...
Não encontro o Sol nascente
Passo
Onde vagam códigos velhos
Vago
Pelo poente
Carregando energias de provérbios domesticados - antigos
Fardo
Farda
Peso
Vestindo pensamentos, verves...
Na fuligem do olhar – cansado.
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Everaldo Ygor
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21:28:00
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Pós-Poesia
O gesto desvenda o mistério da ilusão
Escondidas noites
Em palavras comun-idades
Percurso do tempo
Vai chegando a hora
De iluminar espécies raras
Mas, isso não basta
O segredo
da palavra
está
Só
Ainda são palavras retas...
No clamor cíclico do Poeta
Everaldo ygor - outubros 2009.
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10:42:00
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domingo, 27 de setembro de 2009
Ladainha da Nossa Senhora da Poesia

Através de nós a palavra cai
Algo sempre passa
Até a morte vertical
Passa, passa, passa...
Na caixa de sonhos
Entreaberto espaço
Longe dos jardins
Gargantas ladeadas pelo Mar
Sempre, sempre, sempre...
Lembranças - hoje aos farrapos
Ficava antes em olhares celestes - agrestes
Devaneios trapos
Vento noroeste
Vento, vento, vento...
No som do esquecimento
De tantas passadas ondas
Abstrato lamento
Que teima - ainda sonda
Eu lembro, recordo, canto e sussurro:
Sonho, sonho, sonho...
Primavera de 2009
Obra: Mary Magdalen in a Grotto de Jules Josef Lefevre 1876.
Obs. A ladainha deve Ser recitada direcionada para o Sol nascente, sempre as
6h. da manhã durante a primavera usando bruma leve e um gole de aguardente barata.
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18:26:00
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domingo, 6 de setembro de 2009
Tábua das Marés
Tábua das Marés
Água salgada de flutuações solitárias
São lágrimas desferidas sobre humanos
Anunciando juras passadas
Antes...
Sinais em tábuas flutuantes
No desenho precioso - preenchendo espaços
Na mão deixando de Ser vazia
Agradável alado além do sonho
O verso esgota
Silenciosa escrita no turbilhão de ondas
A maré sobe dentre rochedos vagos
Transbordando profusas canções
De um ancestral Blues no compasso Lunar
Inscrição da Tábua das Marés...
Everaldo Ygor - Agosto e Setembro de 2009.
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11:05:00
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
O TEAR
1
Hum
Uma
Lufada de palavras
Decompondo vocábulos, transformando em letras, números,
modifica-se em pontos, finalmente desaparecendo...
Engrandece pequenos versos – devota-se ao vazio
Contínua desconstrução do verbo verso seco;
Sapatos
Meias
Cachecol
Um tear que tece fios invisíveis - caminhos
Sensações - pensamentos
Coloridos, tecem palavras...
Preso em madeira, nas mãos - cabem vários mundos
No mistério das cores
Tecelão das letras
Vai sorTear vidas.
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Everaldo Ygor
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20:44:00
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sábado, 11 de julho de 2009
Pináculos
PináculosCaminhos da imperfeição – nefasto vazio iniciando sua ode.
Ondas em
Campos ermos, letras & pensamentos plebeus - funestos.
Qual o ponto mais alto do vazio da planície mental?
- Quando a força do vento frio esmerilar a face, será o recado sutil da saudade golpeando os sulcos profundos do rosto rústico - limbo libertino.
Metamorfoseando falas, morfologicamente espirituais...
Homofonia, que rima com Seres ausentes nunca antes presentes.
Ecos vaginais transitando em arenas constituídas de becos.
Hastes antes - perfurando lóbulos frontais - itálicos
Tiram o fôlego do recital poético – mudo o mundo vai lanceando.O lábio inferior desliza no caule letra...
A língua seiva esguia - pronúncia do seu destino
O ar rarefeito termina seu verso no planar suave da travessia
vôo rasante da cursiva escrita.
Ante olhares alheios - na passagem da vida para o espírito livre – preso – sempre!
Lacuna da essência fina que me falta...
* Obras de Remedios Varo (1908 - 1963) - Bordando o Manto Terrestre e Papilla Estelar.
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Everaldo Ygor
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19:08:00
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
Folhas Anoitecer
Crepúsculos
O crepúsculo das palavras, das linhas...
Um atrito inaudível, implacável ao som dos ventos.
Ao escrever, o som propaga no papel, tal qual o som do movimento das nuvens – das curvas, ruído imperceptível.
Da queda de flores & folhas no inverno imortal - austral.
Um arrasto quase eterno, mesmo em dias azuis ou de papéis sem linhas, elas estão lá.
A poesia toda não cabe nos dias, mas adentra o meu coração.
A poesia deve Ser expressão da alma e a toca no mesmo entardecer...
É para os dias - ainda que não caiba neles...
Mas, de algum modo cabe...
Permite reinventar
Linhas...
Caminhos...
Pensamentos...
Sentimentos...
Ela própria...
escutando
Diante folhas vazias - contemplo da janela mais um crepúsculo alvo.
Iluminada embriaguez, balança.
E o vento me faz flutuar.
Everaldo Ygor – Junho 2009.
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21:52:00
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sábado, 6 de junho de 2009
ADÁGIO
Um lampejo da alma que sente dor, mas que também graceja em dias fuleiros.
Não se enquadra nas tradicionais quadras dos dias...
Ao 'Ser' apreciada, provoca mudança sutil no coração, acelera reles batimentos.
A alma vibra em sua plenitude e talvez, talvez...
Atinja milhões, milhões de moléculas vibracionais,
lançando assim em campos antes inférteis,
um fulgor radiante - diante trevas, escuridão crepuscular & solidão.
Transpassando a profunda marcante gilvaz na face Amorfa.
Uma nova/velha Luz - reinventando letras, linhas & caminhos...
Narrando mistérios inaudíveis, perpendiculares ao sentimento,
iluminando angústias ancestrais do adágio... E os sentidos, eles os outros em nuance P&B.
- Vetor luminoso - vertical sobre e sob o que se pensava inatingível e ausente até então...
Everaldo Ygor - junho de 2009.
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Everaldo Ygor
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21:18:00
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sábado, 16 de maio de 2009
... A P A L A V R A ...
...A escrita torna-nos selvagens. Regressamos a uma selvajaria de antes da vida. E reconhecêmo-la sempre, é a das florestas, tão velha como o tempo. A do medo de tudo, distinta e inseparável da própria vida. Ficamos obstinados. Não podemos escrever sem a força do corpo. É preciso sermos mais fortes que nós para abordar a escrita, é preciso ser-se mais forte do que aquilo que se escreve. É uma coisa estranha, sim. Não é apenas a escrita, o escrito, são os gritos dos animais da noite, os de todos, os vossos e os meus, os dos cães. É a vulgaridade maciça, desesperante, da sociedade. A dor é, também, Cristo e Moisés e os faraós e todos os judeus e todas as crianças judias e é, também, o lado mais violento da felicidade. Acredito nisso, sempre... Marguerite Duras, in "Escrever"
A palavra é segredo
Reproduz sons e vibrações inaudíveis
O desaparecimento da expressão do corpo
Faz da solidão um riso barroco
A suposição maléfica, errante – faz da fumaça um excesso vulgar
Na ausência da água insinua-se o sinônimo da sede
Na surda causa do Tempo, a palavra consolida consoantes acalentadas
Perturbada já a serenidade – linhas não são caminhos
Nem revoluções, apenas silenciosas cascas quebradas
Na ausência do rosto insinua-se o antônimo da suavidade
E assim o som se fez segredo
No coração inconstante dos dias – da idade vácua visual
Subverte-se o verbo diminuto, a escrita não representa – ela acontece
Evidente terrível de isolamento incompreensível – indelével
Da árvore cai o fruto que virou pedra, atônito olhar frígido
Vai pontuando com cravos enferrujados, vital sentido do clamor no exílio
Arde o corpo com dor imprecisa – interior - facial
Agora a face vira palavra.
Everaldo Ygor
Maio 2008 & Maio 2009.
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21:39:00
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terça-feira, 28 de abril de 2009
RESILIÊNCIA
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
"Homenagem Póstuma"
No dia em que plantamos o Peixe Grande, um dos presentes me disse que era difícil esquecer suas histórias, que ao deitar sempre vinham à tona, ilustradas, com os ecos da voz do Seu João. Isso mesmo, não enterramos, plantamos sim a semente do contador de histórias, para brotar mais tarde a fabulosa árvore dos pensamentos... Era um plantador de árvores, estão lá na Vila Sabrina, gigantes nas cercanias onde andou, plantou, contou – existiu, era um gigante. E lá em seu quintal rodeados por árvores guardiãs fazíamos nosso sarau, a Festa da Árvore.
Foi um guerreiro, um anfitrião, venceu várias vezes o seu marca-passo que teimava em falhar, venceu a velhice com suas narrativas e resolveu passar para outro plano assistindo TV junto com a sua família... Um dia antes, a Naomi, a cachorra da família se foi, antecipando e já fazendo mais uma história para o Peixe Grande, um de seus últimos repertórios nesse mundo.
De suas histórias, de jagunços, tiroteios, assombrações, festas que resolveram acabar e acontecimentos fantásticos nas estradas Brasil adentro, ficam encravadas nas mentes de quem o conheceu, e agora vamos multiplicar suas falas lançando os ecos de suas histórias e falas em todas as cercanias possíveis e impossíveis.
O filme Peixe Grande, de Tim Burton era a sua biografia, era personagem e contador, Seu João era uma bela fábula contada em voz mansa com tom interiorano, narrativas floreadas e vida simples como deve Ser... E a sua foto em semelhança com Kaspar Hauser e seu enigma, segurando a Santa com seu olhar penetrante. E o par de calçados, lançado nos fios de alta tensão, estão lá, em frente a sua morada, a nova, a velha, só os verdadeiros contadores é que sabem seu significado, enfim não precisava escrever nada, tinha o dom das palavras, da oralidade e isso já basta... Visto sua foto culminante - ai em cima, ai no alto – bem no alto... E como dita a tradição das antigas - bebemos Seu João no mesmo dia, na mesma hora. Lá estávamos todos nós, a sua volta, sem o rio em nossa frente, com a família, amigos e ouvintes incautos do Seu João, a terra caindo sobre a madeira e nós sobre a terra caminhamos mais uma vez...
Diz a lenda, Africana - que nas profundezas de todo rio mora um Peixe Grande. Cercado sempre de peixinhos menores e invisíveis o Peixe Grande é o guardião do Rio, enquanto ele estiver presente nada de ruim pode acontecer com o Rio ou com sua fauna e flora.
Adeus, até mais Seu João...
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19:39:00
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
Línguas
Foto: Everaldo Ygor - LínguasOutono sono
Veias vazias
Sonhos lutos
Reflexos vagos
Vozes gestando invernos...
- Línguas
Nublados ferventes
Selvagem distância
Incerto tempo
Instantes vivos
Alucinada realidade.
Everaldo Ygor - Quaresma 2009.
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21:21:00
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sábado, 14 de março de 2009
Dia Nacional da Poesia, 14 de Março...
Mãos do meu sobrinho e afilhado Luan
Bagunça & Poesia!
14.03.2009
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09:55:00
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sábado, 7 de março de 2009
(Tibouchina Granulosa)
Navegam intrusas em folhas e telas
No mistério do não escrito
E as flores, as cores, os sós
São repletos de “Eu” - migratórios...
Ao contemplar Serras & Cercanias,
Em outrora época do ano
Algumas árvores ficam repletas de flores:
As Quaresmeiras,
As flores aparecem apenas durante a quaresma
São lindas cercanias
Ainda - algumas não nascem
Inspiradas no irreal mistério do não florir.
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Everaldo Ygor
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11:01:00
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
'Límpidos Torpores'
Foto: Vladimir Kush Límpidos torpores
Dos
Dias são assim...
Ilustrados com sonhos travessos
Aflitos Seres
Distantes sonhos
Do Tempo em um instante
São Seres distantes
Do Luar – longe quase sem ar
São lugares de rimas inermes
Onde o Rio encontra o Mar
Sem força para respirar – consolar
No remanso do sonho
Procurando Oásis
Ainda risonho & descolorido
Estéreis instantes
Quando a ilusão alcança
A dança
Do epílogo da jornada marinha.
Everaldo Ygor - Fevereiro de 2009.
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18:28:00
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
.'.Fogo Sagrado.'.
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20:13:00
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
CHUVA, ANDANÇAS & FOTOS
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13:21:00
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domingo, 28 de dezembro de 2008
Fotos Ofegantes
Espírito sonhei – Um dia ganhar
Presentes de melodias
Aqui – ao lado das ruas
Sem almejar estar
Seguindo caminhos & mesas
Embalado por canções antigas
Ao som de pingos de chuva
Fotos Ofegantes
Procurando salvar emoções
Que ainda restam
Na surreal contagem regressiva da idade
Do tempo
Observando redes & comprimento de onda
Avelhantado em Natais e Realidades ausentes
Ora triste - Ora Poética
Vou orar...
No olhar da fraca visão – pesar
Vendo a vida
Vendo a vida passar
Vendo a realidade surreal
Do tempo por vir
Ano Novo – Velho Poema
Desencontro as letras
Encontro o ato
De criar Poesia.
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Everaldo Ygor
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12:57:00
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Solos
A palha debruça - consome
Ventos restaurados extinguem as cores
Mas,
O aroma do mato dentro estende
De longe em passos débeis
Caminhamos
A seiva floresce o caminho
Borda o cesto vazio de Luz
Cheio de pensamentos & poesias
Cheio de bordas entremeadas
E as asas esquecidas - aquecidas
Dentro do quase círculo - Fios
Semeia
O letárgico sono da observação
Do olhar
Do bordar fios - cantigas
Em Preto & Branco.
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21:41:00
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domingo, 28 de setembro de 2008
O NÃO LUGAR
Ao parar de Sonhar
Dentro da mente - Cercania de Dias
Sonha o vento crepuscular na face da Multidão Solitária
Assim
Anoiteço pensamentos.
Everaldo Ygor - Setembro de 2008.
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Everaldo Ygor
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11:42:00
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